Opinião

Legado para o futuro

Víctor Carvalho

A pouco mais de três dias da ida às urnas, independentemente de quem sair vencedor das eleições gerais, uma coisa para já se pode dizer: o povo angolano voltou a mostrar, mais uma vez, que está cada vez mais empenhado em afirmar o seu direito de cidadania expressando isso na forma festiva e participativa como se tem engajado em todo este processo.

Em período de campanha eleitoral, que terminará às 24 horas desta segunda-feira, é normal – o contrário é que seria mau – que os partidos esgrimam os seus argumentos para tentar conquistar o eleitorado. Contudo, no que todos os partidos têm sido na prática unânimes, embora por vezes e mero oportunismo político tenham deixado transpirar o contrário, foi no reconhecimento pelo papel que o Presidente José Eduardo dos Santos desempenhou em todo o processo político de reconciliação e de reconstrução nacional e que permitiu deixar uma obra feita que enche de orgulho todos os angolanos.
Mesmo aqueles que por teimosia insistem em dizer que nada tem sido feito para melhorar a vida dos angolanos, logo depois se contradizem quando se acotovelam para criticar o espaço, que equivocadamente consideram “exagerado”, dado pela comunicação social à apresentação das obras que o Executivo apresentou ao longo destes últimos cinco anos. Ora, se essas obras não existissem não seria necessário todo este afã para as tentar apagar da história e da memória das pessoas.
Quem assistiu, ao vivo ou pela televisão, às três  jornadas de campo realizadas esta semana pelo Presidente José Eduardo dos Santos facilmente se apercebeu da sinergia existente entre o mais alto mandatário da Nação e o povo que vê nele um pai que tudo fez e deu – mesmo com o sacrifício da sua saúde e vida familiar – para o bem dos seus filhos.
Mesmo com a crise que afectou a economia mundial – embora alguns teimem em dizer que ela não existiu – o facto é que o Presidente José Eduardo dos Santos se pode orgulhar de deixar para o seu sucessor um país devidamente organizado e engajado na luta pelo desenvolvimento, livre do espectro tenebroso da guerra que afectou Angola por cerca de 40 anos e em condições de olhar o futuro de frente e devidamente apetrechado para vencer os desafios que se avizinham.
Outro motivo de orgulho para José Eduardo dos Santos é o de ter tido a competência política para gerir a sua própria sucessão. A postura que teve ao longo de toda a campanha eleitoral é um exemplo de verticalidade e coerência política, retirando aos seus críticos argumentos para beliscar o partido a que preside, sem nunca querer ombrear ou rivalizar com a estratégia elaborada pelo MPLA para o pleito do próximo dia 23.
É evidente que José Eduardo dos Santos não é um político infalível, isento de erros, mas que no deve e haver da sua acção governativa soma – com grande margem – mais méritos que deméritos é uma verdade inquestionável.
Por tudo isso, obrigado Presidente. Agora, é chegada a hora de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.
Pelo que foi dado ver ao longo da campanha eleitoral que se aproxima rapidamente do fim, fica fácil perceber aquilo que os diferentes políticos têm para oferecer aos angolanos.
Uns têm apenas promessas que eles mesmo sabem dificilmente poderem cumprir, mesmo que por qualquer fatalidade viessem a ganhar a confiança do povo. Outros políticos, além de promessas têm obras que estão à vista de todos e que têm ajudado a melhorar o quotidiano de todos os angolanos, independentemente da sua filiação partidária.
A partir do dia 23 haverá um novo Presidente – durante algum tempo apenas na condição de eleito – e, certamente, uma forma diferente de estar na política e de governar o país.
É, pois, importante que todos tenhamos a consciência da importância do nosso voto para esse novo Presidente e essa nova governação tenham o suporte eleitoral suficientemente forte para estarem acima de qualquer dúvida. Só com o seu voto, o cidadão conquista o direito de exigir do futuro Presidente da República a governação que melhor sirva os interesses do país. Na escolha sobre a quem entregar o voto estará o segredo do futuro de Angola, cujos interesses estão muito acima dos de meros aventureiros políticos que nem sequer coram quando nos vêm prometer aquilo que sabem muito bem não poder cumprir.
Por isso, votar, mais que um direito é um imperativo de cidadania a que nenhum angolano deve fugir.

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