A minha palavra de hoje só faz sentido porque têm surgido declarações que põem em causa uma evidência indiscutível: Angola está a ser construída e reconstruída pelos angolanos. São os angolanos e mais ninguém, os construtores da grande nação angolana.
A minha palavra de hoje só faz sentido porque têm surgido declarações que põem em causa uma evidência indiscutível: Angola está a ser construída e reconstruída pelos angolanos. São os angolanos e mais ninguém, os construtores da grande nação angolana. São os angolanos que têm a última palavra na construção das bases do futuro deste grande país.
Isto não invalida que precisemos de ajuda, de apoios, de solidariedade, de massa crítica, para levarmos a cabo uma construção forte que aguente os grandes desafios do presente e os que já despontam nos horizontes que desvendam o futuro. Ninguém está sozinho neste mundo globalizado. E todos conhecemos os desfechos trágicos dos que se fecharam nas suas fronteiras e ficaram orgulhosamente sós a definhar e submersos na inevitável mediocridade que o isolamento criou. Há sobretudo a memória da aventura que arrastou a humanidade para a chamada II Guerra Mundial. Foram nacionalismos exacerbados, que suportavam uma falsa supremacia e superioridade, que provocaram milhões de mortos e a destruição de muitos países.
Em Angola nunca fechámos as fronteiras a ninguém e sempre lutámos pelos nossos sonhos com apoios firmes de outros povos e organizações internacionais. Sem esses apoios solidários teria sido impossível o triunfo da luta armada de libertação nacional. Mas quem dirigiu a luta foram os angolanos. Sempre. Quem tomou as decisões estratégicas foi a sua vanguarda. Nunca os dirigentes de então temeram que
outros ocupassem os seus lugares. Pelo contrário. Eles sabiam que a solidariedade internacional para com a nossa causa solidificou e reforçou a luta e a sua liderança.
Foi assim na declaração da independência nacional. E continuou a ser durante os longos anos de guerra. Fomos sempre nós que conduzimos o processo, enfrentámos as agressões, defendemos a soberania nacional e a integridade territorial. Fomos nós que construímos os alicerces do regime democrático e fizemos a paz.
A reconstrução nacional é obra dos angolanos e para os angolanos. Continuamos a ser nós os construtores da Angola que desejamos para os nossos filhos.
Estamos a construir um país onde a maior riqueza não é o petróleo ou os diamantes. A incomensurável riqueza de Angola, são as nossas crianças e são os nossos jovens. Somos dos países mais ricos do mundo porque temos uma população muito jovem. Mas para se ver essa riqueza, temos de construir muitas escolas primárias, secundárias e universidades. Temos de contratar os melhores especialistas do mundo para ensinarem nas universidades. E mesmo com esses especialistas, ensinando em todas as escolas do país, somos nós os construtores da cultura, do saber, da massa crítica, da ciência.
Temos de chamar os melhores médicos, os melhores arquitectos, os melhores engenheiros, os melhores cientistas, os melhores jornalistas, os melhores técnicos de todas as especialidades. E se o conseguirmos, seremos ainda melhores construtores de uma Angola ainda melhor e que no futuro será ainda maior.