Opinião

A consciência cívica e a capacidade de superação

Eduardo Magalhães |*

O debate em torno da reconstrução pós-pandemia está pulsante em Angola. O Executivo demonstra uma elevada compreensão daquilo que representa a organização de uma sociedade, valoriza o diálogo com todas as forças vivas da nação e reforça a participação popular, indistintamente, como a marca da actual governação.

Ciente de que a política envolve cada tijolo na construção de um país, de uma nação, o Presidente da República faz do diálogo aberto e abrangente o projecto de trabalho.
Nesse sentido, ao ouvir especialistas angolanos de diversos sectores e a população em geral, o Executivo aponta para a necessidade de traçar os modelos de como deve ser a sociedade e o Estado após esta pandemia. Nas suas recentes palavras, o Presidente foi cirúrgico ao afirmar que “o desafio é grande para todos sem excepção, porque os países são chamados a lidar em simultâneo com duas frentes de luta, a da saúde pública e a da economia, qualquer uma delas seriamente atingidas.”
Antes da pandemia, por exemplo, Angola estava a viver um momento singular quando, por via do combate à corrupção, conquistava o respeito e admiração interna e externa na sua reputação e percepção. Os diversos escândalos de nepotismo e corrupção, que historicamente estavam presentes no cenário político, deixavam de ser normais para o nosso povo e estávamos a criar uma nova perspectiva de vida em sociedade, sem que alguns possuíssem tudo e a maioria fosse abandonada.
Com o decreto de pandemia, emitido pela OMS, os países tiveram que priorizar os assuntos internos. Muitos com gravíssimos problemas e outros com a necessidade de adaptar os planos anteriores. Angola, enquadrada neste segundo grupo, está a ser planeada para esta nova realidade pela via do diálogo e da predominância da melhor ideia. Esta capacidade do povo angolano facilita os trabalhos do Governo naquilo que podemos chamar de “nova reconstrução de Angola”.
“É assim que, para enfrentar e vencer este inimigo, o Executivo não se sente sozinho na trincheira, a sociedade civil se auto-organizou e mobilizou esforços, que convergem não só na recolha e distribuição de bens de primeira necessidade para aqueles que, por força do Estado de Emergência ou de Situação de Calamidade Pública, viram reduzir consideravelmente o seu poder aquisitivo ou a sua mobilidade.” Palavras de quem sabe que liderar é também saber ouvir.
É preciso ter a consciência de que a solução dos diversos problemas existentes no nosso país deve ser perseguida incansavelmente, pois é algo em permanente necessidade de adaptação à realidade vigente. Realidade esta que também é mutável e dinâmica. O Executivo remete-nos para os modernos conceitos de participação das camadas populares na esfera da Administração Pública.
No desafio de superar a pandemia do novo coronavírus estamos a testemunhar o envolvimento colectivo nas decisões e no poder, na medida em que a sociedade está a dar o exemplo de disciplina, solidariedade e ajuda o nosso país a ser um dos bons exemplos no enfrentamento da Covid-19. É através do exercício da cidadania e da chamada auto-disciplina individual e colectiva que estamos a resistir.
Enquanto durar a pandemia do novo Coronavírus, a consciência de que somos seres sociais irá nos impor, para o próprio bem e para o bem dos outros, a necessidade de continuarmos a cumprir o nosso papel como cidadãos. Em momentos como este, a nossa relevância no exercício da cidadania está a ser evidenciada aos olhos do mundo. Os angolanos estão a ser exemplares pela positiva. Devemos manter o foco para nos tornarmos responsáveis pela construção do país que sonhamos, especialmente após este período de desafios a nível global.
Estamos a viver, pela primeira vez, em Angola, a consumação do sonho de que governar para a maioria conduz à união de todos. Por isso devemos acreditar na superação dos obstáculos decorrentes da pandemia e das incertezas sobre a economia mundial.

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