Opinião

A força da impunidade

Luciano Rocha

A impunidade em Luanda continua à solta, num desafio à ordem e ordens do Chefe de Estado de a combater, porque, não raro, associada a outros males, que emperram o desenvolvimento nacional, como corrupção e nepotismo.

A impunidade é, porventura, de todos os males que se vulgarizaram no país, o menos difícil de combater, por parte dos crimes que envolve estarem à mostra e apenas não os verem os que não querem. A construção clandestina de casas que, ainda por cima, põe em perigo vidas humanas, é somente um exemplo. O à-vontade com que se acrescentam andares a prédios, sobrecarregando-os com pesos que os alicerces, calculados por técnicos qualificados, não contemplam, é assustador. E ocorrem por o transgressor ser parente, amigalhaço ou ter “untado”as mãos a um indigente moral.
O combate à corrupção e ao nepotismo, que tem de ser permanente, jamais terá o êxito pretendido, enquanto a impunidade sentir “as costas quentes”, o que lhe permite pavonear-se a bel-prazer e fazer da capital do país o que lhe apetece, como se fosse quintal particular, a exemplo do que sucedeu - e continua a acontecer - com o erário que, a dado mo-mento, passou a ser cofre privativo de uma minoria, que se sentiu com direitos acima do cidadão comum.
As construções em cima de terraços são somente exemplos, entre tantos, da força que a impunidade continua a ter.

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