Opinião

A formação académica de topo nos EUA

Nina Maria Fite |*

Conforme diz o ditado, conhecimento é poder. O mercado mundial está bastante competitivo. Agora, mais do que nunca, o domínio da língua inglesa e uma formação académica de nível internacional são aspectos que ajudam os candidatos a destacarem-se.

 Os angolanos que estudaram nos Estados Unidos têm uma vantagem concorrencial, porque, para além da sua base de formação académica em Angola, passam a usufruir de uma rede global de académicos e colegas que os ajudam na criação de ideias de negócios, na implementação de projectos de impacto social e na obtenção de financiamento para futuras empreitadas. Ao estudarem no exterior do país, esses estudantes regressam com um leque de conhecimentos e de recursos que melhoram a qualidade de vida do país de origem. O mesmo acontece aqui em Angola.
Vou falar um pouco mais sobre as tendências actuais. Em 2018, mais de 1.183 estudantes angolanos frequentaram instituições de ensino superior nos Estados Unidos. A maioria estudou no Texas (estado do Arizona), mas, curiosamente, um número considerável estudou em Oklahoma, Flórida, Arizona e Michigan. No ano passado, 1.010 estudantes angolanos frequentaram o nível de licenciatura e 87 os de mestrado e doutoramento. Os restantes 85 frequentaram cursos do ensino médio como Língua Inglesa, cursos de certificação profissional e estágios. Estes cursos constituem uma mais-valia para profissionais a meio da carreira, impossibilitados de se deslocarem por vários anos, mas com o desejo de colmatarem alguma lacuna ou alargarem a sua base de conhecimentos. Estes cursos são ideais para estudantes adultos que já possuam alguma experiência de trabalho.
Os estudantes angolanos estão a aproveitar ao máximo o sistema de formação académica de topo dos Estados Unidos, que se orgulham dos campus universitários que valorizam a participação de estudantes internacionais e a análise crítica de tópicos de relevância global. A Engenharia de Petróleos é um curso com bastante popularidade, tal como a Economia, a Língua Inglesa e as Ciências Ambientais. Em suma, existe uma grande diversidade nos cursos frequentados por estudantes angolanos nos Estados Unidos e as possibilidades para os estudantes e trabalhadores angolanos que consideram os Estados Unidos como destino futuro para formação académica são ilimitadas.
A questão da diversidade é importante no sistema de formação académica dos Estados Unidos. Neste sentido, os campus universitários americanos possuem um número inigualável de estudantes e professores internacionais, cursos de língua estrangeira e estruturas de apoio para estudantes que não tenham o inglês como língua materna. Existem mais de 4.500 universidades e outras instituições de ensino superior nos Estados Unidos. Os estudantes têm a liberdade de escolher as suas áreas de interesse, elaborar projectos relevantes às suas necessidades e colocar um repto aos professores e membros da direcção, no sentido de efectuarem alterações curriculares e administrativas no apoio ao ensino. Esta liberdade acarreta uma maior responsabilidade - a carga de trabalho é enorme e os estudantes devem trabalhar de forma independente e com integridade. Existem centros de escrita e explicadores de matemática disponíveis para apoiar os estudantes que possuam estas bases. Nós acreditamos que qualquer estudante pode alcançar o sucesso, independentemente da sua formação académica ou dos desafios com que se venha a deparar neste percurso.
Talvez vocês não consigam imaginar como é a vida num campus universitário nos Estados Unidos. Por isso, temos connosco estudantes angolanos, representantes de universidades americanas e também meios de acesso às universidades para vocês. A 4ª Feira Anual sobre o Ensino Universitário dos Estados Unidos terá lugar a 20 de Novembro, na Mediateca de Luanda. Os pais, estudantes, encarregados de educação e trabalhadores interessados terão a oportunidade de estar com cidadãos angolanos que estudaram nos Estados Unidos.
Estes estudantes pretendem desfazer alguns mitos que podem desencorajar estudantes angolanos em efectuar a sua matrícula em universidades americanas. Também estará presente uma delegação da Universidade de Howard de Washington, DC, que irá debruçar-se sobre os cursos que historicamente as universidades e instituições superiores afro-americanas oferecem aos estudantes africanos nos Estados Unidos. Podem ter a certeza de que, no final da feira sobre as universidades americanas, vocês estarão dotados de conhecimentos sobre 3 tópicos: a formação académica nos Estados Unidos e o seu financiamento, o processo de solicitação de admissão para estudantes estrangeiros e o processo de obtenção de visto de estudante.
Para além da Feira sobre o Ensino Universitário nos EUA, a Embaixada americana possui recursos disponíveis durante todo o ano, que irão ajudar-vos a estudar nos Estados Unidos. Às terças e quintas-feiras, das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h00, os conselheiros sobre a formação académica nos Estados Unidos estão disponíveis para responder às vossas questões no nosso centro de aconselhamento, nas instalações da embaixada, no Miramar. Também podem consultar o nosso site: https://educationusa.state.gov/ e podem seguir-nos na nossa página do facebook: www.facebook.com/USinLuanda.
Conforme já referi, conhecimento é poder. Uma formação académica nos Estados Unidos irá abrir portas e melhorar a vida a nível das comunidades locais. Ela proporciona aos estudantes e alunos inúmeras oportunidades para lançarem as suas carreiras e construírem um futuro sustentável para si e para os outros. Os estudantes angolanos, em particular, afirmam ter regressado a Angola com um maior nível de consciencialização em termos globais, mais tolerantes a ideias divergentes e mais abertos à conexão com colegas africanos, internacionais e americanos, nas suas áreas de actividade. Eu espero ver-vos na Feira do Conhecimento, na quarta-feira, dia 20, na Mediateca de Luanda, das 10 às 15 horas, para que possamos aumentar o número de estudantes angolanos a frequentar universidades e outras instituições de ensino superior nos próximos anos, para que, após o seu regresso, possam contribuir para o desenvolvimento da economia angolana.

* Embaixadora dos EUA em Angola

 

 

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