Opinião

A formação do homem e a qualidade dos serviços

O discurso do Presidente da República, João Lourenço, perante os estudantes da Universidade Agostinho Neto, nesta semana, foi dedicado às instituições que possuem relação directa com a formação do homem. Nas palavras do próprio Presidente, “pela importância que elas têm no desenvolvimento económico e social de qualquer sociedade”.

Como sabemos, a diversificação da economia passa necessariamente pela formação profissional e pela oferta de mão-de-obra qualificada. O aumento da oferta de bens e serviços de produção local é uma meta perseguida pelo actual Executivo, dada a necessidade de redução das importações e, num sentido inverso e consequente, de fomento das nossas exportações.
João Lourenço reconheceu a necessidade de maiores investimentos no domínio do ensino superior e da investigação científica. Considerou ser um privilégio visitar aquele Campus Universitário. Como sempre, exaltou a figura do fundador da Nação, que deu nome à Universidade pública do nosso País.
O Presidente da República sublinhou ser preciso ampliar o número de bolseiros, remover os entraves no cumprimento dos pagamentos e estabelecer prioridades no investimento para áreas estratégicas, tendo em linha de conta  a actual realidade e necessidades do País. O Presidente fez também apelo, com a promessa de incentivos, ao sector empresarial, no âmbito da sua política de responsabilidade social, para que mais estudantes possam receber bolsas de estudo internas.
O empreendedorismo foi mais uma das provas de conexão do ciclo político actual com o que acontece para além das nossas fronteiras. A sugestão de João Lourenço foi feita no sentido de termos oferta de capacitação técnica dos estudantes para que estes evoluam à condição de empreendedores no final dos seus estudos, mediante o qual os licenciados podem criar o seu próprio negócio, contribuir para a geração de emprego para outros e, deste modo, na animação da economia nacional. Na perspectiva do discurso do Presidente, o Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior certamente será um dos componentes para que este necessário incremento no currículo possa ser posto em prática.
A Operação Resgate também foi destacada pelo Chefe do Executivo. Realçada como “uma operação com pendor eminentemente educativo e cívico, que visa recuperar os melhores valores da angolanidade, de educação, ordem, civismo, respeito pelo bem público, respeito pelo próximo”, a Operação Resgate foi mencionada no discurso como algo a ser aplicado também na gestão da coisa pública, inclusive na gestão do ensino superior.
Segundo João Lourenço, “este negócio lucrativo que não olha para a qualidade do ensino superior ministrado, que leva os estudantes até ao último ano sem a possibilidade de entrar para o mercado de trabalho por falta de certificado ou diploma, deve estar debaixo do nosso permanente escrutínio”. Este pronunciamento teve um carregado sentido de “alerta” aos oportunistas que abandonam a qualidade dos serviços e visam unicamente o lucro fácil.
O discurso do Titular do Poder Executivo culminou com o desafio lançado de “nos empenharmos, trabalhando, para num futuro que se quer não muito longínquo colocarmos uma das Universidades angolanas no ranking das 10 melhores do nosso continente, e que seja de preferência a primeira Universidade pública do país, a Universidade Agostinho Neto”. Que assim seja!
* Director  Nacional de Comunicação Institucional. A sua opinião não engaja o MCS

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