Opinião

A sete dias das eleições

Carlos Calongo

A exemplo do exercício feito com o número 40, quando estávamos precisamente a este tempo para o dia das eleições, hoje será feito o mesmo com o número 7, enquanto dias que, a partir de hoje, irão faltar para as eleições gerais marcadas para 23 de Agosto, acto que nos termos da Constituição e da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais serve para o provimento do cargo de Presidente da República e de deputados à Assembleia Nacional.

Dentro de 7 dias, pouco mais de 9 milhões de angolanos habilitados ao exercício do voto serão chamados às urnas para escolherem o sucessor de José Eduardo dos Santos.
Faltam 7 dias para, por via do acto de votação, Angola ver emergir o terceiro Presidente da sua história, independentemente de quem venha a ser confirmado para tão eminente função a ser exercida na quarta República nos marcos de um sistema político democrático e de direito fundamentado na soberania popular, no primado da Constituição e da lei.
Para lá chegarmos, faltam escassos sete dias.
Enfim, estamos a 7 dias do início de uma nova era que irá marcar substanciais alterações na sociedade angolana e cuja descrição quantitativa não encontra espaço neste texto.
A título de recordação, nunca é demais dizer que o som de todo o universo musical, das mornas às mais badaladas canções, são estruturadas com base em 7 notas: 1) Sol; 2) Lá; 3) Si; 4) Ré; 5) Mi; 6) Fá e 7) Dó.
Também vale recordar que o corpo humano muda de células em cada sete anos, e que existem apenas sete cores (vermelho, o amarelo, o azul, o laranja, o verde, o preto e o branco), das quais originam as milhares de outras tonalidades.  Na numerologia bíblica encontramos o 7 como o número mais referenciado.
No Apocalipse, que é o livro da consumação da redenção, o sete domina todos os textos: sete igrejas, sete espíritos, sete castiçais de ouro, sete estrelas, sete lâmpadas de fogo, sete trombetas, sete taças, sete olhos, sete anos, sete trovões, sete mil, sete coroas, sete últimas pragas, sete montes, sete reis, etc.
A Bíblia apresenta o número sete, como um número "perfeito", representando aquilo que está completo, a plenitude, o que é perfeito, aquilo que Deus faz a que nada falta e nada se lhe pode acrescentar, a exemplo do que se lê em Génesis 1:1 "No Princípio, criou Deus os céus e a Terra".
Os cristãos entendem as referidas obras, (Céus e Terra), como criações perfeitas de Deus.
Ou seja, as criações de Deus também possuem o número 7 como de grande valia.
Não com o mesmo valor que os cristãos atribuem às criações divinas, podemos entender que, com uma ou outra situação menos agradável, o trabalho até aqui realizado pela Comissão Nacional Eleitoral é digno de referências positivas, e pode levar-nos ao pleito da próxima quarta feira, sem grandes sobressaltos.
Entendemos que a actuação da CNE encaixa-se bem na “profecia” de alguns dos 7 sábios da Grécia, no caso Periandro de Corinto, quando disse “Tudo deve ser estudado com cuidado”; Cleóbulo de Lindos, para quem “A moderação é coisa óptima”, e Pítaco de Mitilene, que definiu o sábio como “Aquele que sabe discernir o futuro”.
E quanto ao futuro de Angola para os próximos cinco anos, ele será reflectido no sexto dia a contar de hoje, ou seja, 22 de Agosto.
Os eleitores deverão olhar para o que de melhor lhes foi “oferecido” durante a campanha eleitoral, bem como se orgulharem de terem escrito, a suas expensas, mais uma página brilhante da história do belo país que se chama Angola.
Voltando ao valor do 7, na numerologia Bíblica, a sétima frase de Jesus, na Cruz, foi: "Está consumado. Nas Tuas mãos entrego o meu espírito".
Adaptando este texto ao que os cidadãos eleitores dirão daquí a 7 dias, o discurso poderá ser este: Está consumado. Haja eleições. Haja democracia. Haja festa. Haja cidadania e Bem-haja Angola.

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