Opinião

Alçapões públicos

Luciano Rocha

O troço da Rua Direita de Luanda, que começa na Amílcar Cabral e desemboca na 25 de Abril, faz  jus ao desmazelo a que responsáveis de vários sectores votaram a Baixa da capital.

Aquele pedaço de via espelha bem o que parece ser “a conjugação de esforços” de quem está apostado em fazer de Luanda a cidade mais mal tratada do Mundo.

A atitude deles somente pode ser “explicada” por não terem de circular por aquele troço. Que de rua apenas tem o nome. Se fossem obrigados a passar por ele verificavam que todas as criticas que lhes possam ser feitas pecam por defeito. Eu sei que andam em carros que não compraram, mas isso não os livrava do incómodos dos solavancos, de se verem retidos num dos alçapões que a via tem. Não falo das filas. Por fazerem parte do dia-a-dia que escolheram desconhecer.

Os” passeios” que ladeiam a “artéria” condizem com ela. Nos buracos, lixo, perigos permanentes para quem ousa tentar caminhar por eles.

Anónimo cidadão dizia, um dia destes, a respeito dos que estão obrigados a zelar pela cidade e bem-estar do luandense e de quem nos visita: “Se as viaturas fossem compradas por eles, se tivessem de pagar os consertos, se conhecessem Luanda...”. E lá foi o homem a caminho do serviço.  Eu acrescento: não conhecem, não querem conhecer. Pior, não gostam de Luanda.   


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