Opinião

Aproveitar espaços

Luciano Rocha

A Baixa luandense é o que sebe, de dia a confusão das grandes cidades, mas igualmente a provocada pela indisciplina incentivada, à noite, fantasmagórica, com figuras esquivas, prédios ao abandono, ausência de ideias.

As coisas um dia hão-de mudar, quando os responsáveis pela cidade forem pessoas que a conheçam, a entendam, a amem e fa-çam dela a capital que os luandenses merecem e os forasteiros sentirem vontade de voltar.
A pulsação de qualquer capital mede-se pela azáfama diurna, mas também pela animação nocturna, que “nem só do pão vive o homem”, e dos fins-de-semana, mesmo banhados pelo sol. Tudo isto aconteceu nos centros das grandes urbes, o que não é o caso de Luanda. Para já, apenas, uma cidade grande em quase tudo, até no défice de imaginação.
A Baixa da nossa capital deve - pode - ser melhor, mais atractiva, acolhedora, alegre. Com sítios públicos, onde famílias, amigos, possam conviver, descontrair, divertir, como é caso de es-planadas. Para tal basta aproveitar espaços, alguns dos quais recentemente criados, para... nada! Dou três exemplos: o envolvente ao Monumento ao Soldado Desconhe-
cido, o passeio, não muito distante, sensivelmente de-fronte à Igreja dos Remédios, o Largo do Baleizão. São lugares sem vida. Que passavam a ter se “quem de direito”os concessionasse a empresários da hotelaria, verdadeiros, não curiosos. Ganhava o erário, a população, Luanda.

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