Opinião

Aproveitar o bom impulso a trabalhar na cooperação sino-angolana

Cui Aimin | *

O 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC), actualmente em curso, é um grande evento na vida política da China e chama a atenção do mundo inteiro.

Num percurso de sete dias, os 2.280 representantes eleitos pelos 89 milhões de militantes do PCC, vão analisar o caminho e as experiências do desenvolvimento do Socialismo com Características Chinesas depois do 18º Congresso Nacional do PCC, sob liderança da direcção do partido que tem o camarada Xi Jinping como núcleo e que conta com a participação de todo o partido, país e povo chinês de todas as etnias. Os representantes vão também elaborar as políticas orientadoras e programa de acção conforme as exigências da nova época, que, numa altura estratégica, guiará o caminho do Socialismo com Características Chinesas nos próximos anos.
O PCC é um partido que vem do povo, enraíza-se no povo e serve o povo. Desde o seu nascimento, o PCC tem-se dedicado à nobre causa da independência da China, à libertação do seu povo e à construção de um país próspero que beneficia todos os chineses. Com êxitos a marcar a história em todos esses domínios, o partido consolidou o seu papel de liderança e núcleo na China. Desde o seu 18º Congresso Nacional em 2012, o PCC, tendo sempre o bem-estar do povo na orientação do seu trabalho, promoveu profundas reformas em diversas áreas, libertando ainda mais o dinamismo do desenvolvimento económico do país, trazendo ganhos tangíveis para o povo chinês. A economia chinesa manteve um crescimento anual médio de 7,2%, contribuindo com mais de 30% para o crescimento da economia mundial. O rendimento per capita subiu por 7,4% ao ano, superando o crescimento da economia. Na área urbana, foram criados, em média anual, 13 milhões de postos de trabalho. A população em situação de pobreza desceu de 98,99 milhões para 43,35milhões, uma redução de 13,91 milhões por ano. Com estes resultados, a China está hoje a avançar a passos largos para uma sociedade moderadamente próspera que abrange todos os chineses.
O desenvolvimento da China beneficia não só a si própria como traz também oportunidades para o mundo. A China participa activamente na governação económica global, defende a edificação de uma melhor estrutura de cooperação internacional pelo desenvolvimento e a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 da ONU. A iniciativa de construir uma comunidade de destino comum para toda a humanidade, proposta pelo Secretário-Geral do PCC, Xi Jinping, foi bem recebida pela comunidade internacional e incorporada em vários documentos da ONU. Sendo membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a segunda economia mundial e o maior país em desenvolvimento, a China assumirá maior responsabilidade e desempenhará um papel mais activo na manutenção da paz e segurança mundial, promoção do crescimento económico e defesa dos direitos legítimos dos países em desenvolvimento.
A China e a África têm sido sempre uma comunidade de destino comum, que compartilha tarefas comuns de desenvolvimento, interesses estratégicos altamente afinados e grandes perspectivas de cooperação mutuamente vantajosa. A China considera sempre o seu desenvolvimento estreitamente ligado com o avanço dos países em desenvolvimento em geral, incluindo dos países africanos. O Secretário-Geral Xi Jinping definiu a directriz de cooperação com a África em “realidade, efectividade, afinidade e sinceridade” e anunciou, durante a Cimeira de Joanesburgo do FOCAC, 10 planos de cooperação a serem executados entre a China e a África, como forma de apoiar o desenvolvimento autónomo e sustentável dos países africanos, elevando a cooperação sino-africana a um novo patamar.
Angola é para a China um parceiro estratégico importante na África. Nos últimos cinco anos, a China e Angola têm mantido frequentes contactos de alto nível e alcançado resultados frutíferos na cooperação e intercâmbio em diversas áreas. Hoje, a China é o maior parceiro comercial e principal fonte de financiamento de Angola. As empresas dos dois países assinaram, nos últimos cinco anos, contratos totalizando 30 mil milhões de dólares americanos no âmbito da Linha de Crédito da China, abrangendo áreas cruciais para o desenvolvimento do país angolano e o bem-estar do seu povo, tais como habitação, aeroportos, portos, estradas, energia eléctrica e água canalizada. O investimento de empresas chinesas em Angola está numa fase de ascensão e já demonstra um boa perspectiva. A Sucursal do Banco da China em Luanda foi inaugurada e já começou a operar. Os projectos de doação pelo Governo chinês a Angola, nomeadamente, o Centro de Demonstração de Tecnologia Agrícola de Assistência, o Instituto Superior de Relações Internacionais e o Centro Integrado de Formação Tecnológica no Huambo estão em bom curso. Equipas médicas chinesas continuam a oferecer serviço gratuito ao povo angolano no Hospipal Geral de Luanda, unidade sanitária também doada pelo Governo chinês. O primeiro Instituto Confúcio instalou-se na Universidade de Agostinho Neto e está a oferecer cursos ao publico.
A China é um amigo sincero e parceiro de confiança de Angola no seu caminho de desenvolvimento. Dentro de poucos dias, o primeiro plenário do Comité Central do 19º Congresso Nacional do PCC elegerá uma nova direcção do partido para conduzir a China nos próximo anos. Aqui acabámos de testemunhar as quartas eleições gerais de Angola e a investidura de um novo Executivo, que marca o início de uma nova era no desenvolvimento de Angola. Face às novas oportunidades históricas, a China está disposta a aprofundar ainda mais a confiança política mútua com Angola baseando-se nos princípios de amizade sincera e igualdade, elevar o nível de cooperação bilateral multissectorial, ajudando Angola a acelerar o seu processo da diversificação económica. Com a cooperação mutuamente vantajosa, será atingido o objectivo do desenvolvimento comum entre os dois países.
(*) Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China na República de Angola

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