Opinião

Arreganho dos impunes

Luciano Rocha

Luanda, todos sabem, mesmo os que afirmam desconhecer, é oásis de impunes e ociosos, que, apesar das restrições impostas pela pandemia, continuam jactantes a alardear o desprezo pelas leis.

 Exemplos da impunidade reinante, dia e noite, na capital e na província que lhe anexou o nome, existem por muitos dos incumbidos de a reprimir estarem conluiados com os prevaricadores. Não fosse assim e Luanda não tinha chegado ao ponto em que está. nem era tão difícil combater a Covd-19 e outras doenças, que matam e debilitam, ainda mais, a economia nacional.

O tempo quente, prestes a fazer sentir-se na plenitude, se, por um lado pode ajudar-nos a afugentar o coronavírus, por outro, cria-lhe “portos de abrigo” nas eternas lagoas de águas da chuva, que não se ficam por lá, transportam, em descontroladas caminhadas , lixos de toda a espécie, árvores, casas de construção precária, animais, até pessoas.

As chuvas em Luanda destapam-lhe, todos anos, as feridas que lhe causam comportamentos de quantos continuam a fazer da gasosa moeda de troca: a uns para pagamentos, a outros, recebimentos.

A seguir, é sempre assim, promovem-se conferências de imprensa, fazem-se balanços, invariavelmente trágicos, justifica-se a ausência de trabalho, com falta de verbas, criam-se comissões, prometem-se estudos e soluções. Depois, chega o Cacimbo. E Luanda permanece doente à mercê dos impunes e de quem os acoberta.

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