Opinião

As árvores e São Tomé

Luciano Rocha

A plantação, na quinta-feira, de 45 árvores no Kilamba Kiaxi, que, anunciou o Ministério do Ambiente, foi o início de uma iniciativa extensiva a toda a província de Luanda, é, em princípio, de saudar.

A ideia, repita-se, merece ser assinalada, mas com as devidas cautelas. Pelo menos da minha parte, cansado de ouvir ao longo da vida - já  nada curta - tanta promessa por cumprir. Sem dar por ela, tornei-me seguidor da máxima terrena do humano Tomé, que nem por isso deixou de ser santo, com a bênção e veneração de crentes no Além feito de mil maravilhas perfumadas de frutos e flores de todas as cores, onde ninguém trabalha e todos vivem felizes. Por isso, como ele preciso de ver primeiro para acreditar no que me dizem.
Com o devido respeito, pelo director nacional do Ambiente, Nascimento Soares, vou continuar a seguir à risca o princípio do bom Tomé e guardo para confirmar a concretização da campanha “arborizar Luanda”.
A cidade bem precisa de árvores.  Que a campanha, a concretizar-se, contemple zonas que já as tiveram e de onde foram derrubadas pela gula insaciável dos que a desprezaram e desprezam. Que por dinheiro são capazes de tudo. Mas, igualmente locais onde nunca as houve. Talvez, assim, se consiga reduzir a marcha avassaladora dos caixotes de vidro.

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