Opinião

Assim está bom?

José de Mátis

O nome de Artur de Almeida e Silva, presidente da Federação Angolana de Futebol, tem dominado os conteúdos dos internautas nas redes sociais pelas piores razões. O número um do futebol nacional é acusado de falta de “fair-play” desportivo, por não se ter feito presente no acto de premiação da equipa do 1º de Agosto, que, domingo, se sagrou campeão nacional.

Está por se saber se a tão propalada ausência, que em circunstância alguma deve ser interpretada como normal, ou se terá havido alguma razão justificável ou, como supõe a esmagadora maioria, tenha sido deliberada. O certo é que até ao momento em que foram debitadas estas linhas, quer o próprio visado quer a instituição que dirige não ousaram vir a público fazer um esclarecimento que ajude a serenar os ânimos ou, ao menos, desfazer equívocos.
Oxalá, algo tenha forçado a ausência, à última hora, do presidente no Estádio 11 de Novembro, pois a confirmar-se que a mesma resultou de um mero capricho deste, será mau para a sua própria imagem, até mesmo para a seriedade da sua pessoa, enquanto gestor desportivo de topo e testa de uma federação cuja actuação sempre primou pela lisura e pelo “fair-play”.
Pensamos que toda e qualquer explicação sobre a ausência do número um da FAF na premiação do campeão nacional deve ser devidamente fundamentada, sob pena de se dar crédito àquilo que, à boca pequena, se vai ouvindo nos bastidores, apontando para Artur de Almeida como quem não morre de amores pelo 1º de Agosto. Ainda assim, que fizesse algum esforço, mesmo a fingir, arte em que os angolanos são exímios.
A ser verdade, estaremos em presença de uma actuação não apenas grave, mas também anormal, capaz de levar-nos à percepção de a modalidade estar “sequestrada” por gente que se faz passar por aquilo que na verdade não é. Gente que não veio acrescentar nada. Gente que ao invés de lhe dar outro sopro de vitalidade, anavalha-lhe o carácter e esfrangalha-lhe a alma. Honestamente, assim não chegamos lá...

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