Opinião

Bairros e incompetências

Luciano Rocha

O BÔ, a exemplo da maioria dos bairros de Luanda, é manancial de temas para o cronista, tantas são as evidências do desprezo de quem tem a obrigação de cuidar dele, mas não lhe liga peva.

O bairro é, de uma ponta a outra, algo de inimaginável  principalmente para quem não o conhece. Como são os casos dos responsáveis de vários sectores provinciais, municipais, distritais. Não acredito, ninguém  na plenitude das faculdades mentais acredita, que se soubessem  continuassem no conforto dos gabinetes de consciência tranquila e sapatos a brilhar.
O lamaçal, o lixo, a construção anárquica, o labirinto em que se tornou o BÔ é a prova confirmada da “força” que a impunidade e o nepotismo ganharam, entre nós e é urgentíssimo  derrotar. Como sublinhou, uma vez mais, o Presidente da República, na quarta-feira, na capital, na abertura  na reunião de embaixadores e chefes de missões diplomáticas.
O Chefe de Estado não falou nas entrelinhas. Como soe dizer-se na gíria, “chamou os bois pelos nomes”, e exigiu, com a autoridade que o cargo lhe confere,  o afastamento “dos funcionários sem qualificações, nomeados apenas por serem familiares ou protegidos deste ou aquele político”. Este  combate ao nepotismo, que traz sempre agarrado outros males, há-de chegar, não duvidem, a outras áreas. Talvez, então, o BÔ e todos os outros bairros de Luanda sejam tratados com o respeito que merecem e não seja necessária a realização de reuniões, com a presença do Chefe de Estado, como aconteceu na quarta-feira, para se proceder  a “operações de cosmética” nas redondezas para Presidente (não) ver ...

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