Opinião

Cachoeiras da Mutamba

Luciano Rocha

As águas que saem, “aparentemente” do espaço vedado por taipais, à volta do edifício do Ministério das Finanças, afinal tem origens limpas, como facilmente comprova quem passe por aquela zona central da capital do país.

Quem pensava que a água que passa por baixo dos taipais, que ajuda a encharcar as ruas das redondezas, como a Amílcar Cabral e a chamada “do Nojo”, que se situa do lado direito do Ministério para quem está de frente para ele, se devia a canalização atingida por picareta das obras eternas que ali decorrem, estava totalmente enganado ou distraído. Aquelas águas são das mais puras que existem e, não tarda, hão-de ser, se não foram já, aproveitadas pelos responsáveis do sector do Turismo, na cativação de visitantes de todo o mundo e arredores que nos vão ajudar - e de que maneira - a sair da crise. Quem é que anda por aí, como aves agoirentas, a dizer que o “país onde apetece viver” nem no tempo dos nossos tetranetos está pronto?
Quais dependências dos preços do petróleo, qual quê! A solução de todos os nossos males está encontrada.
Ao leitor desatento, sugerimos que veja, com olhos de ver, as cascatas, de límpidas águas, rodeadas de verduras, que dispensam podas e queimadas, no topo dos taipais que cercam o Ministério das Finanças. O poder da imaginação.

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