Opinião

Candongueiros e impunidade

Luciano Rocha

Os táxis colectivos, salvo raras excepções, que confirmam a regra,  são, eles próprios, e o ambiente que propiciam, exemplos, não os únicos, da bandalheira em que se transformou Luanda.

As provas do que afirmamos estão à vista de todos, até dos que, vá lá saber-se porquê, lhes viram as costas, fazem vista grossa, o que significa que se tornam cúmplices das infracções, da impunidade que, pese os esforços de alguns, teima em permanecer na nossa sociedade.
Os motoristas dos táxis colectivos tornaram-se muitos deles, com a permissão de quem está obrigado a zelar pela segurança da cidade, parte integrante do enorme exército cultivador da impunidade. Cujos elementos desafiam a todo o momento as mais elementares regras estabelecidas.
Os motoristas dos chamados candongueiros, que param e fazem praça onde lhes apetece e lhes convém, parece terem atracção especial  por curvas e passadeiras, aumentando, assim, o caos do trânsito automóvel e pedestre, tal como os perigos de colisões, atropelamentos, roubos, agressões que os ajuntamentos proporcionam.
À noite, então, o panorama agrava-se dada a precária iluminação pública da cidade.  De entre a lista de queixas de leitores que nos procuram e telefonam retiramos hoje a de vários a  insurgirem-se contra a situação da “praça” de candongueiros na esquina das ruas Amílcar Cabral e Rainha Jinga, à direita de quem desce do largo da Mutamba na direcção da Marginal.
 A qualquer hora do dia, a balbúrdia é sempre indescritível, mas à noite os perigos  a que estão sujeitos transeuntes e quem tem de aguardar pelos táxis colectivos aumentam.
Principalmente senhoras, alvos preferenciais de carteiristas, ladrões de telemóveis, mas, igualmente, tarados sexuais.
Tudo isto à mistura com conversas recheadas de obscenidades e choros de crianças amedrontadas.
A presença de agentes da Polícia Nacional, dignos da farda que usam, é a solução para estas situações. É fácil e não é caro.      
     

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