Opinião

Cestos de luxo

José de Mátis

O 1º de Agosto mostrou, no play-off do Nacional de Basquetebol, que militar é militar e não se permite ser batido de forma humilhante. E colocou um travão à fúria ganhadora que o “arqui-rival” lá dos lados da antiga Angoship trazia desde o primeiro jogo, reduzindo o resultado para 3-1, graças à garra e ousadia das suas unidades.

Quem anda de mãos dadas com o basquetebol há-de constatar que na tela cinematográfica está a ser exibido o mesmo filme da edição passada, mas com a diferença da inversão da balança. No play-off de 2018 era o D'Agosto que, entrando a matar, vencia por 3-0, para o Petro mostrar a sua graça no quarto jogo.
Uma final em sistema de play-off, à melhor de sete jogos, acaba mais valorizada, quando os contendores conseguem forçar a decisão para a penúltima ou última partidas. Pois aí emerge o prestígio, quer de quem vence, quer de quem sai vergado ao ónus da derrota. O que não é o caso quando um ousa, de modo avassalador, impor-se a outro.
Por isso, é de aplaudir de pé a vitória do 1º de Agosto, segunda-feira, que se de um lado veio estragar a festa, que, certamente, já estava preparada, se calhar até com algum esmero, veio salvar uma final que ficaria catalogada como insípida, que nos deixaria com alguma incredulidade, olhando para aquilo que configura o nível das equipas intervenientes.
Assim, o jogo de logo mais promete assumir contornos imprevisíveis. Pois, ao desejo de petrolíferos fazerem a festa adiada sobrepor-se-á a crença dos militares na redução do resultado, e tentar aquilo que, parecendo difícil pela exibição dos números, porém não pode ser tomado por impossível.
Mas se as coisas tiverem de terminar tal e qual terminaram na edição passada, o que seria, como se diz em linguagem desportiva, uma desforra à medida da turma petrolífera, tudo termina hoje. A pressão está do lado do Petro, que depois de um começo a todos os títulos deslumbrante não se imagina ver-se, de certeza, rendido aos pés do 1º de Agosto...

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