Opinião

Corrigir, corrigir sempre

Manuel Correia |

Hoje é um daqueles dias em que não tenho vontade nem inspiração para escrever. Alguém me aborreceu.

Mas, porque o dever me chama, sinto-me na obrigação de honrar o meu compromisso com os meus superiores hierárquicos e com os meus leitores que, modéstia à parte, vão aumentando à medida que o tempo vai passando. Digo isto pelo “feed-back” (será que escrevi bem? Se estiver errado que me desculpem, porque inglês não é o meu forte) que tenho recebido de alguns colegas e amigos.
Não seria melhor escrever em português para dizer retorno ou… Esta nossa mania de querermos “anglicizar” as palavras… Ei, o que é que foi? Eu sei que “anglicizar” não existe no dicionário português. Por isso é que coloquei as aspas. Deixem-me lá em paz mas é mé. Será que também não tenho o direito de errar? Se os outros erram, porque é que eu também não posso atirar as minhas “pedras”. Também não sou perfeito, nem sei tudo!
Mas essa coisa de errar por errar não está correcta. Ainda bem que tenho a humildade de reconhecer os meus erros e auto-corrigi-los. Ou não estaríamos na era de “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”.
Felizmente, eu não sou daqueles que não reconhecem os seus erros e, em consequência disto, não mudam e reagem mal às críticas. Mudem de postura, meus senhores, sob pena de perderem o comboio dos  novos tempos de transformações políticas, económicas e sociais que começamos a viver no nosso país.
Dizia que, em respeito aos meus leitores, cujo número vai crescendo, eis-me aqui nesta madrugada silenciosa “debitando” mais uma prosa desconexa e sem muito sentido. Será que vou conseguir completar as 900 palavras ou os 5.500 caracteres que o editor deste espaço determinou para tapar o “buraco”? Tenho as minhas dúvidas, mas sei que vou conseguir. Ou não serei um homem decidido e determinado.
Já vou nas 323 palavras e 1.859 caracteres. Ainda falta muito, puxa! Estou “paiado”! Acho que não vou conseguir preencher o espaço. Também se não conseguir não tem “maka”. Falo com o chefe e faço-o entender que hoje não estou nos meus dias de inspiração e motivação.
Acho que ele vai entender a minha situação. Estou aborrecido, chateado, triste.
Chefe, será que não dá para aumentar o corpo das letras? Não, eu mesmo sei que não, para não descaracterizar o projecto gráfico do jornal. Mas também se o texto sair a “chover” como algumas calças que vejo muitos jovens a vestirem (e alguns kotas também) para mostrarem que calçaram sapatos sem meias (peúgas), acho que não haverá problema. Afinal vai ser apenas uma vez que isso vai acontecer! Acho que o chefe vai entender.
Mas não! Recuso-me a fazer isso! Em nome do rigor e da honestidade intelectual que sempre defendi, vou fazer um esforço para atingir a meta traçada. Afinal já vou na quadragésima optuagésima quinta palavra.
Como dizia, há aqueles teimosos, casmurros mesmo, que não aceitam críticas, não concordam que devem corrigir os erros que cometem. Pensam que estão certos e ponto final. Ninguém os consegue demover daquilo que pensam. Daquilo que acham que para eles está certo.
A este propósito, ontem voltei a ouvir alguém repetir um erro que eu já havia corrigido há meses aqui neste mesmo espaço.
Será que não lê o nosso jornal e as minhas crónicas? Será que nenhum colega seu, amigo, familiar ou outra pessoa que tenha lido e conhece o “errante” não lhe passou a mensagem? São interrogações que eu não sei responder e também não sei quem poderá dar resposta às mesmas.
Já vou nas seiscentas e vinte palavras. Que bom!
Afinal, como quem não quer a coisa, estou mesmo a avançar.
Acho que muitos de nós ainda não entendemos o alcance do “slogan” “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”. Mas tenho certeza que essas pessoas vão dar-se conta da importância desse novo “cavalo de batalha” para a vida dos angolanos em todos os sectores da vida nacional.
Até porque o seu período de vigência é ainda bastante curto. Com o andar do tempo, as coisas vão-se encaixando.
Devemos corrigir sempre o que está mal, a começar por práticas negativas dos nosso filhos, netos, sobrinhos, vizinhos adolescentes e jovens para que possamos ter, num futuro não muito longínquo, uma sociedade cada vez melhor.
Agora que entramos no novo ano, temos razões ainda maiores para deixar para trás os erro do passado e não repeti-los em 2018.
Oh! Acabo de completar o número de palavras determinado, apesar da minha falta de disposição para escrever. Quem diria. Eu sabia que ia conseguir!

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia