Opinião

Da salada de frutas à esperança de cura (II)

Manuel Correia |

No dia 05 do mês em curso, foi publicado neste espaço um texto de minha autoria, no qual fiz algumas referências sobre alimentos benéficos e nocivos à saúde como forma de chamar a atenção às pessoas para a necessidade de prevenirmos determinadas doenças como a hipertensão, diabetes e insuficiência renal.

Referi-me também ao tratamento de que eu e outros pacientes estamos a ser alvo na Clínica Multiperfil. Mas por razões de espaço, grande parte do texto teve que ser cortado pelo editor, deixando de fora aspectos importantes que chegaram até a desvirtuar o sentido do título, deixando-o inconclusivo.
Por uma questão de justiça para com alguns profissionais daquela unidade hospitalar que também se têm esmerado para transmitir confiança, auto-estima e carinho para com os pacientes, tomo a liberdade, com a anuência dos meus superiores hierárquicos, de repor as partes do referido texto que não foram publicadas.
Dizia no texto que, no fundo, todos os médicos e enfermeiros, com Deus no comando e cada um ao seu nível, têm cuidado de mim e dos outros pacientes com todo o humanismo e amizade que se requer dos profissionais de saúde. Sem esquecer os recepcionistas, o restante pessoal da Nutrição, que têm contribuído de maneira empenhada para que o meu estado de saúde (e de outros pacientes) conhecesse progressos significativos.  Esses progressos têm sido referenciados por familiares e amigos que, volta e meia, me dirigem palavras sinceras de encorajamento.
Seria, de igual modo, injusto se não dirigisse uma palavra de reconhecimento e agradecimento ao nosso Executivo, de um modo geral, e a alguns dirigentes deste país que têm mantido funcionais em diferentes unidades hospitalares públicas e privadas serviços essenciais e especializados, caros por sinal, que têm contribuído para manter vivos milhares de cidadãos angolanos.
O mais relevante de tudo isso é que esses tratamentos são oferecidos aos pacientes, no meu caso concreto, de modo gratuito. O que seria de mim e de muitos se tivéssemos de pagar os cuidados de saúde que nos têm sido prestados?
Desde as complexas máquinas de hemodiálise, passando pelo material gastável e pelos medicamentos, tudo é importado e não é nada barato.
Embora seja missão do Estado garantir saúde e bem-estar aos seus cidadãos, não perdemos nada se enaltecermos este gesto solidário e de amor ao próximo.
Vou terminar por aqui porque estou quase a atingir o número limite de palavras ou caracteres para preencher o “buraco” que me está reservado. Com a certeza de que, com a ajuda de todos os profissionais
(sem excepção) que têm cuidado de mim e principalmente pela graça do Todo Poderoso, irei sair desta também pela porta grande,
tal como entrei, como o Dr Xinganeka tem feito questão de sublinhar

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia