Opinião

Deficientes físicos e a cidade

Os deficientes físicos em Luanda vivem em constante calvário, tal a quantidade de obstáculos que se lhes deparam, com artérias e prédios sem rampas a facilitarem-lhes a locomoção.

A cidade, praticamente de uma ponta a outra, é um compêndio de balbúrdia: trânsito rodoviário infernal, artérias esburacadas, passeios esventrados por cabos e fios, postes de iluminação pública tombados ou em risco disso, zungueiros de tudo e mais alguma coisa, engraxadores, kinguilas, de perna traçada, sentadas em cadeiras de plástico, enfim, o caos que se conhece. Se tudo isto para a maioria dos cidadãos já é de “pôr os cabelos em pé”, para os deficientes físicos, então, é algo difícil de imaginar. A não ser por eles próprios. Ainda por cima, porque se sentem ignorados, para não dizer desprezados.
Os deficientes físicos não podem ser vistos como estorvos. É-lhes devido, não apenas respeito  que qualquer pessoa merece, como também atenções e cuidados especiais que tornem a vida deles menos difícil. As rampas de acesso das ruas aos passeios e nas entradas de prédios, bem como a criação de vias próprias - idênticas às destinadas a ciclistas - que lhes facilitem a locomoção são medidas que é preciso tomar com urgência.  Luanda é de todos.

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