Opinião

Desmazelo e impunidade

Luciano Rocha

Os buracos, de todos os tamanhos e feitios, não são novidade em Luanda, sequer detectá-los a cada passo, a atestarem o desleixo dos que têm o dever de tratar dela, mas continuam impunemente a maltratá-la.

Governadores e administradores são substituídos, mas o desmazelo perma-
nece, a pedir a intervenção de alguém que dê “um murro na mesa” e diga “basta”. A quantidade de obras que começam e não terminam é algo assustadora. Até o cidadão mais distraído foi obrigado a aprender que, em Luanda, buraco aberto é buraco eterno... ou quase. O que surgiu há dias no final da rua que vai da Amílcar Cabral até à do 1º Congresso do MPLA, nas imediações do prédio onde funcionaram os serviços de Obras Públicas - e posteriormente os da Assembleia Nacional - é apenas mais um. No interior há água estagnada, com sacos de plástico e outros lixos a enfeitá-lo, num convite aos mosquitos, num dos lados puseram dois daqueles “separadores” de cimento, presumo. Que agora servem para tudo, até para marcar passagens de peões, e do outro, as não menos célebres fitas vermelhas e brancas. Que o vento, ou alguém, já cortou. Que rica segurança! Para automobilistas e peões.

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