Opinião

Destapar o Museu

Luciano Rocha

Luanda, apetece dizer, apenas tem uma coisa organizada, a desorganização, com a qual quem a respeita é obrigado a conviver perante a indiferença “dos outros”, como é fácil verificar.


Este egoísmo, sublinhe-se, pelo rigor da verdade, não é de hoje, o que não serve de consolação à maioria dos que habitam Luanda, aqueles que têm de trabalhar, muitos deles de “sol a sol,” quando não de “sol a lua”, para viver, em vá-rios casos sobreviver.
Luanda é um emaranhado de disparates, com  emblemas de egoísmo, desafios à impunidade, mau gosto, novo-riquismo. A forma como os monumentos nacionais e os edifícios classificados como património são tratados, ignorados, atestam tudo isto e muito mais. Um exemplo, o Museu das Forças Armadas, parte significativa da nossa História recente, instalado na Fortaleza de São Miguel, virada para a Baía, foi “escondido” por um edifício destinado a centro comercial!
A solução para este desplante somente pode ser um: implosão do imóvel. Para restituir dignidade à zona e, tão importante como isto, avisar os que ainda pensam que Luanda lhes pertence e podem continuar a fazer o que querem que o prazo de validade lhes expirou.  

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