Opinião

Esbanjar o que rareia

Luciano Rocha

Luanda, a cidade e a província, não há quem não saiba, é uma sucessão de incongruências, a comprovar, segundo a segundo, o desleixo de quem tem a obrigação de zelar por ela e faz tudo menos isso.




Vezes sem conta foram feitos, neste jornal, reparos à escuridão que, mal o sol se põe, inunda grande parte da província, na qual, mesmo que alguns, quanto mais não seja, pela inércia, façam tudo para não parecer, se situa a capital do país.
As justificações apresentadas para o oceano de incoerências em que se transformou Luanda são de tal maneira estrambólicas que, apesar da gravidade da situação, passaram a ser tema de galhofa em reuniões familiares, locais de trabalho, meios de transportes, convívios de fim de tarde.
Um dos exemplos da multiplicidade de disparates que enxameiam esta província desgovernada é parte dela permanecer há meses com os candeeiros públicos apagados, enquanto há zonas com eles ligados noite e dia. Mesmo, quando o sol encandeia, como sucede, por exemplo, na Avenida Deolinda Rodrigues e em Viana. Em suma, é o esbanjamento de algo que rareia. Mais palavras para quê?

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