Opinião

Exemplos contraproducentes

Luciano Rocha

O estado lastimoso em que se encontra Luanda deve-se aos que habitam, uns mais, outros menos, mas, principalmente, àqueles que, pelos cargos que ocupam, têm o dever de ser exemplo e não são.

Aquilo em que se transformou a província, praticamente de uma ponta a outra, nos mais variados aspectos, é algo que devia envergonhar luandenses, sem excepção, a começar, insista-se, pelos que são pagos para zelar por ela e, exceptuando promessas vãs, pouco ou nada fazem.

A poluição nas diferentes formas em que se apresenta, demonstra bem o desleixo que caracteriza a província, onde está situada, mesmo que não pareça, a capital do país. Dos fumos das carripanas que circulam por ela, tingindo-a de cinzento mais acentuado do que madrugadas cacimbentas, às aguas das lagoas da chuva que a infestam de transmissores do paludismo, ainda responsável por tantos óbitos, passando pelo lixo a transbordar de contentores que já deviam há que tempos sido retirados das ruas ou a “música”, com distintas proveniências, que a massacra dia e noite, há de tudo a encher catálogos de nocividades.
A poluição de Luanda, onde respirar é quase acto de suicídio obrigatório, tem culpados. Acima de todos os que os únicos exemplos que dão são os de não seguir. E explicar isso às crianças?

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