Opinião

Exemplos dispensáveis

Luciano Rocha

As leis existem para serem cumpridas por todos, sem excepção, pelo que os maus exemplos, devem ser denunciados, como fazemos, regularmente, neste espaço, principalmente, se dados pelos que têm a incumbência de as fazer cumprir.

A tarefa de quem tem a responsabilidade deste espaço de observação do quotidiano luandense pode, às vezes, ser fastidiosa pela obrigação cívica de alertar repetidamente para anomalias, algumas com anos, mas jamais por falta de assunto. 

Os frequentes maus exemplos dados por alguns agentes da Polícia é dos que mais saltam à vista nesta cidade que chega a dar a ideia de ser “terra de ninguém”. Não apenas por não fazerem cumprir a lei, o que já é condenável e pode ser interpretado como incentivo à desordem pública, como por, eles próprios, transgredirem de forma tão descarada, que se não é demonstração de impunidade, desconhece-se o que possa ser.
A frequência com que, em Luanda, se vêem viaturas da Polícia estacionadas em cima de passadeiras e curvas ou a circularem em desrespeito pelos sinais de trânsito, pondo em risco a vida de peões e demais automobilistas, para citar, para já, apenas estes casos, é preocupante, mantendo-se apenas porque quem lhes devia pôr cobro não quer ver o que está à vista do cidadão comum.
Como podem eles aplicarem multas aos que os imitam? A não ser que a divisa que os norteia seja “ouve o que digo, não olhes para o que faço”.

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