Opinião

FAB alheia à organização

Anaximandro Magalhães

A organização, procedimento indispensável nas administrações, tarda a chegar à Federação Angolana de Basquetebol (FAB), presidida por Hélder Martins da Cruz “Maneda”. É imperioso perceber que o dinheiro e os “lobbies”, nem sempre são suficientes para solucionar pendentes e, no caso em concreto, atesta-o o retardar da viagem em um dia, do capitão da Selecção Nacional, Carlos Morais.

Garantido em Dezembro´2018, o apuramento para a disputa da 18ª edição do Campeonato do Mundo, na China, como perceber que passados seis meses o extremo não tenha embarcado, na passada quarta-feira (7), com os companheiros para aquele gigante asiático, por não ter em mãos o passaporte de serviço, tratado às pressas, por ter caducado, somente terça-feira ...
Não é um conto de fadas, nem tão pouco imaginação, é um facto, e nada dignificante para os angolanos. O extremo, tal como o coordenador da selecção, Armando Dala “Dokas”, seguiram viagem somente na quinta-feira, e juntaram-se à equipa ontem, devendo o jogador estar disponível, hoje às 11h00, para defender as cores nacionais no primeiro de nove jogos amistosos agendados para o estágio.
Em processo de viagem, o exigível é, seja entidade singular ou colectiva, olhar primeiro para a data de validade do principal documento de identificação no estrangeiro, pois esta é a condição elementar.
Sabendo que a ida à pátria de Yao Ming com o passaporte de serviço dispensa o visto de entrada, por acordo entre os dois países, Maneda e pares foram novamente apanhados nos corredores da desorganização, disfarçada com a presença no Mundial/China´2019.
Sacudir a água do capote e atribuir culpas a terceiros talvez não fosse o ideal, pois assumi-las ficava-lhes bem, embora se tal acontecesse seria um acto inédito dos inquilinos do Complexo da Cidadela.
Depois do tom mordaz utilizado por altura da Conferência de Imprensa, era expectável não haver falhas organizativas para esta campanha, assim como se espera que os trabalhos não sejam suspensos por falta de pagamento das diárias, à semelhança de Luanda, onde o início dos mesmos foi condicionado ao pagamento de anteriores dívidas.
Antes de terminar, uma nota de felicitação ao seleccionador nacional, William Bryant Voigt. Apesar de nunca ter permanecido em Luanda por 20 dias, o norte-americano demonstra comprometimento com a causa. Will já se comunica em português sem fazer recurso ao tradutor. É um gesto de se lhe tirar o chapéu e elogiar. Parabéns “coach”.

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