Opinião

Guardanapo de bolso

Luciano Rocha

O guardanapo, de pano ou papel, qualquer dicionário diz, com mais ou menos palavras, que se destina, durante as refeições, a limpar a boca e as mãos, mas também a proteger a roupa de salpicos de comida.

O guardanapo passou, por aquelas razões de higiene, a fazer parte dos hábitos das sociedades modernas. Em casa, mesmo na mais modesta, e em locais que servem refeições. Sejam elas quais forem. Do simples café da manhã à bebida descontraída de fim da tarde, passando pelo almoço e jantar.
A verdade é que aquele elementar hábito de asseio não consta da lista de prioridades de alguns simulacros da restauração. Que, infelizmente, continuam a proliferar um pouco por toda a Luanda. Por isso, com frequência, tem de ser o cliente a pedir os guardanapos. Por vezes repetidamente, como um favor. Não raro, entregues por mãos nuas e sebentas. Que apenas quem se serve delas sabe por onde andaram.
A questão do guardanapo é mais um lapso, grave, sublinhe-se, a fazer sobressair o caos num sector caracterizado pela decadência. No qual, as honrosas excepções são mesmo isso. Tal como a ausência de serviços de fiscalização em vários domínios. Neste caso, da saúde.
Por mim, resolvi o problema. Passei a andar sempre com guardanapos no bolso. Não tenho tempo para o desbaratar. E passei a aviar-me em casa antes de ir para a rua.

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