Opinião

JFK, Trump e a Grande Kamérica

Osvaldo Gonçalves |

Como devem saber os leitores, estou doente - e é mesmo doença brava. Mas tal não me impede de seguir o que se passa no mundo.

Se não a cem por cento, a uma percentagem que pode ser considerada moderada, nestes novos tempos, em que para passar de classe basta estar presente nas aulas e responder que “SIM” ou que “NÃO” em coro.
Não me impede, sobretudo, de seguir o que se passa na Grande Kamérica, numa altura em que D. Trump resolve pôr toda a gente  em silêncio, tipo “estátua ninguém se mexe”, em particular os amantes das chamadas teorias da conspiração, ah porque, coisa e tal, quem matou JFK em Dallas, a 22 de Novembro de 1963, foi mesmo Lee Harvey Oswald, um empregado de armazém ex-marine, que disparou ele sozinho a arma, uma “espera, que te lixo” de fabrico italiano, calibre 6.5 mm, comprada pelo correio, através de um anúncio da loja Klein´s Sporting Goods de Chicago, Illinois.
Em boa verdade, desde logo duvidamos: ia mesmo Donald entregar as chaves da Caixa Forte do Tio Patinhas, por mais alto que soem os seus gritos em prol do liberalismo e da chamada livre iniciativa, quando se sabe a bom saber que JFK representa um bom filão para Hollywood.
Hoje por hoje, JFK e a história que o circunda valem a Stephen King e amigos, um robusto guarda-roupas e várias carripanas de caixa aberta.  Tudo isso verte gordos encargos para os cofres do Estado Kamérica porque “in god we trust”, seja em “lincolns”, seja em “trumps”.
D. Trump deu ordem para a divulgação integral de 2.800 documentos, mas parte dos registos (300 arquivos) continua restrita por razões de “segurança nacional”.
Não são os 50 anos passados desde o fatídico acontecimento de Dallas, que resultaram na morte do 35º presidente, que deixarão os kaméricas mais seguros de si mesmos, pois foram eles capazes de dizer, na surdina, ao Jonas, em 1992, “vê o filme: “Acaba Com Todos e Vota Sozinho”,  para mais recentemente orientarem huguinhos, zezinhos e luzinhos, todinhos, coitadinhos, em direcção a uma suposta fraude, que o cabeçudo disse ser “fake” , mas que agora os seus gudefelas dizem veio mesmo de dentro do Kremlin,  sem a qual a Margarida ganhava as últimas eleições...
Pois é, enquanto por aqui reina a paz, lá fora troam os canhões.  Preferimos ficar por cá. Pelo menos por enquanto.  Enquanto o lobo não vem, brincamos cá dentro, envergando os coletes salva vidas porque lá fora o geme está violento demais para nosso espírito pacifista.
Como dizia, tenho o barco no estaleiro. E é coisa mesmo séria, para tocar as trombetas. De boa vontade, trocava de lugar com D.Trump, mas não seria por causa de JFK, de Hollywood, da Caixa Forte ou da Margarida, nem por falta de lambulas. Mas por respeito às coisas pequenas que tenho aprendido com toda esta gente, demasiadas pessoas para quererem saber quem de facto matou JFK em Dallas, a 22 de Novembro de 1963, se foi Lee Harvey Oswald, um empregado de armazém ex-marine, quem disparou sozinho a “espera, que te lixo” de fabrico italiano, calibre 6.5 mm, comprada pelo correio, através de um anúncio da loja Klein´s Sporting Goods de Chicago, Illinois, ou se mais alguém o ajudou.
Ainda assim, sigo um pouco o que se passa no Mundo, sobretudo, na Grande Kamérica. E garanto-vos: Preferimos ficar por cá. Pelo menos por enquanto...

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