Opinião

Juntos construiremos a comunidade de Saúde

Gong Tao |*

2020, um ano extraordinário. Durante este inverno rigoroso quando a China lutou contra o COVID-19, senti uma verdadeira amizade em Angola. O Presidente João Lourenço enviou uma mensagem ao seu homólogo Chinês Xi Jinping, elogiando o povo chinês e o Presidente Xi pelos seus esforços na luta para conter a epidemia e manifestando o firme apoio angolano.

Entre o MINSA e MIREX da Angola e minha embaixada estabeleceu-se um sistema de contacto permanente. As altas autoridades angolanas expressaram activamente sua solidariedade com a China no combate à epidemia. A imprensa angolana prestou assistência com reportagens de excelência. TPA, TV ZIMBO e a Rádio Nacional da Angola fizeram entrevistas comigo. O Jornal de Angola e O País publicaram meus artigos "De mãos dadas, a China supera o COVID-19 juntamente com o mundo", "O modelo da cooperação China-Angola e China-África, é bom!" e "A grande China está a dominar o diabo do COVID-19". Mais que uma dúzia de unidades da mídia angolana e internacional participaram na conferência de imprensa organizada pela minha embaixada por três vezes em um mês. A Câmara de Comércio Angola-China organizou especialmente um evento temático "Angola solidariza-se com a China na luta contra COVID-19". Muitos estudantes angolanos do Instituto Confucius da Universidade Agostinho Neto gravam vídeos dizendo "Força, China!", enquanto estudantes angolanos que frequentam a universidade chinesa escreveram artigos "Sinto-me calmo na China". Tudo isso me comoveu profundamente, e desejava manifestar os meus sinceros agradecimentos.
“Para quem navega no oceano turbulento, mostra a verdadeira natureza do heroísmo”. O secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCCh) Xi Jinping dirigiu pessoalmente a batalha contra o COVID-19 e esteve na linha de frente. Os 1,4 bilhões de chineses se uniram e alcançaram grandes resultados no combate. O pico da epidemia na China já passou, com mais de 70 mil pacientes curados, e os casos confirmados desde meados de Março são principalmente importados. Essa grande vitória depende inteiramente das vantagens institucionais e organizacionais do socialismo com característica chinesa, da sábia liderança do PCCh e do forte apoio do povo. Mais de 90 milhões de membros do PCCh fizeram doações voluntárias e demonstraram sua devoção para apoiar o trabalho de prevenção e controlo da epidemia. 42 mil médicos e enfermeiros se ofereceram para trabalhar no epicentro epidémico. Mais de 20 pessoal médico e 53 trabalhadores da comunidade urbana e rural na China sacrificaram suas vidas, dos quais a maioria eram membros do PCCh. Este é o poder da China.
Uma primavera morna e agradável chegou à China. Assim que nos recuperamos gradualmente da difícil luta contra COVID-19 e nem tivemos tempo para descansar, a epidemia surtou em muitas regiões do mundo, tornando-se numa pandemia. Sendo o maior país em desenvolvimento, severamente afectado pelo impacto negativo da epidemia e com muitas dificuldades, a China é definitivamente um grande país responsável. Ela compartilhou imediatamente as informações da sequência de genes virais e doou 20 milhões de USD à Organização Mundial da Saúde. Ela enviou imediatamente, sem hesitação alguma, várias equipas médicas para ajudar Itália, Irão e Iraque, e toneladas de materiais antiepidémicos para Coreia do Sul, Japão e Espanha. Ela doou 10 mil reagentes de teste para a União Africana. Ela publicou 7 versões de programa de diagnóstico e tratamento e 6 versões do programa de prevenção e controlo do COVID-19. Estes programas se originaram na China, mas servirão o mundo. A Fundação Alibaba, de Jack Ma, prometeu doar 6 milhões de máscaras, 1,1 milhão de kits de teste e 60 mil conjuntos de protecção para 54 países da África, incluindo Angola. Uma empresa chinesa doou uma boa quantidade de kits de teste para Angola. No passado dia 18 de Março, especialistas chineses fizeram uma videoconferência com colegas africanos, inclusive angolanos, para trocar experiências de controlo e prevenção do COVID-19.
Todo esse suporte da China é gratuito. Porquê? Esta é a natureza da China! Os chineses acreditam na moralidade internacional, defendem “Um por todos, todos por um”. Se você ainda lembra, em 2014, a China enviou 1200 médicos para a área afectada por Ébola na África Ocidental, doando assistência humanitária, suprimentos de protecção, comida para 13 países africanos, com um valor total de 110 milhões de USD. Hoje, a China está agindo novamente, realçando que o COVID-19 é o inimigo comum da humanidade e que a epidemia não tem fronteiras nacionais. A China está disposta a trabalhar com Angola e a comunidade internacional para ajudar uns aos outros e superar as dificuldades, construindo assim uma comunidade de saúde rumo à vitória final na luta contra o COVID-19.
Angola é parceiro estratégico da China. Os dois lados têm uma ampla gama e larga escala de cooperação. Um exemplo, a China mantém-se como o maior parceiro comercial de Angola há muitos anos e é a principal fonte de investimento directo e maior parceiro de construção de infraestrutura em Angola. Outro exemplo, os hospitais Barra do Kwanza e Calumbo receberam quarentena de quase 300 passageiros chineses, todos em condições estáveis, sem sintomas anormais, e tiveram alta para retornar à vida normal.
Há quem diga que a epidemia é como um jogo de futebol: a primeira parte foi jogada na China, enquanto a segunda parte é jogada na Europa e noutros lugares, com uma luta muito dura.
Quero dizer que todos nós vivemos no mesmo planeta, e China e Angola são jogadores e companheiros da mesma equipa. COVID-19 é apenas temporária, mas a nossa cooperação e amizade são duradouras. Quanto mais difícil, mais devemos nos unir e lidar com isso. Pequenos vírus não nos separam. Enquanto aumentarmos a confiança e construirmos uma comunidade de saúde China-Angola, definitivamente venceremos o jogo quando houver o apito final.

* Embaixador da China em Angola

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