Opinião

Lixo e falta de civismo

Luciano Rocha

A recolha do lixo em Luanda é o que se sabe, mas, verdade seja dita, a falta de civismo de muitos de nós também contribui para a aparência desmazelada que a província tem.

Os receptáculos para depósito do chamado lixo doméstico, parte incontável deles imundos, escangalhados, além de postos, onde jamais deviam, num desafio à integridade física de peões e condutores de toda a espécie de veículos motorizados, ajudam a tornar a capital do país na nojice que é, mas também não é mentira que muitos de nós não ajudam em nada, antes pelo contrário, a mudar este estado de coisas, a provar que o sentimento de impunidade continua à solta.

O à-vontade com que se estacionam viaturas em frente a recipientes destinados ao lixo, impedindo que seja transposto para as viaturas de recolha é a demonstração do egoísmo de quem sente “as costas quentes” aquecidas por parente ou amigalhaço, que é para isso que existem, para as ocasiões...
A juntar a isto tudo - e já não era pouco - há falta de fiscalização e policiamento, cujos agentes, se o fossem de verdade, tentassem justificar o que lhes é pago para trabalharem, provavelmente a balbúrdia de Luanda não era tanta. Assim, com esta mangonha, egoísmo, falta de civismo é mais difícil combater a impunidade.

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