Opinião

Máscaras da imunidade

Luciano Rocha

No dia da entrada em vigor de novas medidas do Decreto Presidencial sobre o Estado de Calamidade, cuja versão inicial data de Maio, mantiveram-se as habituais desobediências à lei perante a indiferença de quem a deve fazer cumprir.

Apenas dois exemplos, entre os mais descarados, as inefáveis kinguilas sentadas, em espaços públicos, em grupos e alegres cavaqueiras, e os chamados “lotadores” dos táxis colectivos, que também fazem de “arrumadores” de viaturas”, além de “zelosos marcadores e guardadores de locais de estacionamento automóvel”.

Elas e eles, com máscaras, é verdade, mas sem respeitarem os distanciamentos estipulados. Uns e outros à vista de todos, até de alguns fardados da Polícia, sempre preocupados em resguardarem-se do sol e concentrados noutras coisas que em nada dignificam a farda que vestem, nem a instituição que lhes permite receberem o salário pago pelo erário. 

Kinguilas e “lotadores”, acentue-se, uma vez mais, usam máscaras, em alguns casos imundas, mas, cumprem a lei, o que, pelos vistos, para alguns fardados de Polícia é suficiente. Talvez, por isso, até confraternizem com ambos os grupos desrespeitadores das medidas de distanciamento impostas na defesa da saúde pública.

Para não mencionarmos outras infracções, que afectam o sistema nervoso do pacato cidadão e a economia nacional. Kinguilas e “lotadores” são exemplos descarados de transgressores. Mas, usam máscaras. Que pelos vistos, os torna imunes à lei.

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