Opinião

Mazelas da chuva

Luciano Rocha

As últimas chuvas em Luanda têm acentuado as mazelas de que enfermam a cidade e o resto da província que prevalecem por circunstâncias conhecidas de todos, menos de uma minoria , que não é tanto assim..

A verdade é que nem os directamente responsáveis, a vários níveis, por zelar pela província e cidade que lhe dá o nome, nem os que, tendo outras funções, podiam colaborar no bem-estar dos luandenses, parecem preocupados em alterar nada.
O caso dos deputados da Assembleia Nacional eleitos por Luanda, independente da força política a que pertencem, é um exemplo dos que podiam ajudar a melhorar a capital do país e a província da qual faz parte. A voz deles, por motivos óbvios, é mais facilmente ouvida do que a do cidadão comum. Também por razões evidentes, igualmente tida em outra conta.
Era, no fundo, uma forma de agradecerem aos que os elegeram as benesses que têm. 
Bastava dedicarem algumas horas a conhecer Luanda para confirmarem que tudo o que o cidadão comum diz dela, quando muito, peca por defeito. Façam os passeios, às mais variadas horas. 
De preferência a pé, jamais em magotes. Na hora das pernas darem sinal de falta de hábito, apanhem um ma-ximbombo ou táxi colectivo. Esperando na fila. Oiçam com atenção o que dizem os outros passageiros. Entrem em tascos e quintais de sopa e almo-ço, tomem café numa roulotte. Nessa noite hão-de sentir dificuldade em adormecer. Caso contrário, não mereceram ser eleitos.

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