Opinião

Novo ano, mais trabalho

Carlos Gomes |*

De 2017, restam-nos apenas oito dias, estaremos no novo ano de 2018 que nos espera com muito mais trabalho nos domínios da vida socioeconómica  e politica:

O mesmo programa económico do Partido MPLA vencedor das eleições de 23 de Agosto,sob o slogan: “Melhorar o que está Bem e Corrigir o que está Mal”; o mesmo OGE - Orçamento Geral do Estado com Kz.9.658,2 mil milhões; o hospital Sanatório envolto na esperança da sua urgente reabilitação, pelo avançado  aspecto de degradação física que apresenta e risco que representa para os pacientes em risco de vida que à ele acorrem; o mau estado de conservação das nossas estradas nacionais, ruas e vias terciárias; a“intermitência” no fornecimento de energia e água; a má qualidade do ensino de base e médio, comimplicações negativas de desempenho no ensino superior; o “corre-corre” de vendedores ambulantes com fiscais ao encalço em vias públicas; as obras públicas por acabar por ausência de cobertura financeira; ordens de saque emitidas por unidades orçamentais por liquidar; a “manta curta” na venda de divisas; paralização das unidades produtivas nos diversos sectores aguardando por melhores dias....enfim, um rosário de preocupações que nos irão acompanhar no novo ano de 2018, exigindo de todos nós, mais trabalho e determinação.
A julgar pelo inesgotável potencial de recursos naturais que Angola dispõe, de uma coisa temos plena certeza e total convicção: o processo de transição política e transformação socioeconómica em curso no nosso país é irreversível, o que  renova em cada angolano a esperança de um futuro melhor, ficando para o registo histórico, as vicissitudes por que hoje passamos, mas que nos impelem a: trabalhar mais, poupar mais, observar mais os princípios de ética e deontologia profissional, respeitar o bem comum, praticar a solidariedade, colaborar com as autoridades na denúncia de práticas susceptíveis de alteração da ordem pública, enfim, ser-se patriota liberto do conforto da crítica pela crítica.
A virtude da economia reside no facto de: prever, prevenir e mitigar efeitos nefastos na tomada de decisão, daí que cada cidadão deve exercer o seu papel  proactivo para o êxito do PLANO INTERCALAR, que visa a estabilização macroeconómica, preservando o poder de compra da moeda por via do combate a inflacção, relançar a produção e diversificar a economia, sendo condição “sine quo non” a melhoria do posicionamento de Angola na classificação “Doing Business”ambiente de negócios, com a simplificação de processos e procedimentos  para a realização de (verdadeiros e transparentes) negócios, que não devem ser confundidos com pequenos negócios, que em outros países são reservados exclusivamente aos nacionais, e catapultem Angola ao patamar de país auto suficiente e exportador, captando divisas que bem utilizadas, restituirão à nossa economia a robustez sustentável que bem pode atingir e merece. Precisamos sim de acreditar, fazendo acontecer, com mais trabalho e rigor no novo ano de 2018.

* economista

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