Opinião

O aumento do crime

Luciano Rocha

A “Operação Resgate” é um falhanço quase total, comprovando, a cada instante, ter nascido de parto prematuro e, talvez por isso, baptizada à pressa com nome que não consegue honrar.

O próprio encarregado máximo de zelar por ela, o comissário-geral da Polícia Nacional, reconheceu, sem papas na língua, honra lhe seja feita, ao menos neste caso, “ser crescente a tendência para o crime no país, caracterizada por actos re-pugnantes, desobediência, desrespeito às leis e normas da conduta social”.Ora, isto é exactamente o contrário do que continua a ser apregoado como razão principal da tal operação que de resgate nada tem. Paulo de Almei-da, que falava na cerimónia de abertura do programa comemorativo do 43º aniversário da Polícia Nacional, referiu que na corporação, ao longo dos anos, foram delineadas estratégias que lhe permitiram “cumprir cabalmente a sua missão de garantir ao cidadão me-lhor segurança”!
Afinal em que ficamos? A Polícia cumpre cabalmente a missão de garantir melhor segurança ao cidadão, mas aumenta a tendência do crime? Há aqui algo que não bate, nem soa, bem. Que é urgente alterar. Mas, por favor, sem anúncios de mais operações. Nem discursos pomposos de palavras desconexas.
O que todos, salvo as conhecidas excepções, queremos são mais actos e menos promessas.

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