Opinião

O barato sai caro

Luciano Rocha

A venda ambulante é alternativa ao consumidor, que, entre outras vantagens, pode discutir preços e comprar pequenas quantidades, mas, atenção, nem tudo deve ser adquiri- do na rua, para o barato não sair caro.

Quantos leitores, atraídos pelos preços que lhe são propostos na via pública, não adquiriram “gato por lebre” e apenas deram pelo logro já em casa, sem comprovativo de compra para poderem reclamar, sequer esperança de voltarem a encontrar o burlão, na balbúrdia do quotidiano luandense? 

As dificuldades, sempre se disse, aguçam o engenho e se mesmo sem crise económica, nem a provocada pelo novo coronavírus à vista, ambas de amplitude mundial, já houvesse “vendedores da banha da cobra” a imaginarem artimanhas, quanto mais agora que as duas pandemias se entrelaçaram e puseram a nu os efeitos da acção dos marimbondos!
A necessidade de economizar, cada vez mais gastar menos, leva muitos de nós a recorrer à venda ambulante, arriscando-nos a comprovar a verdade do aviso sábio e antigo: “o barato sai caro”. Pior do que o dinheiro mal gasto é, contudo, quando com o que compramos hipotecamos a saúde.
O gel desinfectante e as máscaras , tidos como indispensáveis à luta contra a Covid-19, continuam a ser descaradamente comercializados na rua, sem garantias de segurança, muitas vezes por mãos nojentas e contagiantes. Parece que se está à espera do surgimento dos primeiros casos de infecções evitáveis para serem tomadas medidas.

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