Opinião

O brinde das TIC

Matias Adriano/Suez

Na imensidão da distância, que nos separa dos nossos, os pensamentos fluem. E na velocidade do caudal imaginário, à memória saltam lembranças dos caminhos palmilhados ao longo das mais de três décadas, que andamos casados com o ofício jornalístico.

Reflectia, há dias, comigo mesmo, sobre os contornos e descontornos de uma cobertura jornalística internacional. Revisei a carreira e estabeleci uma linha comparativa entre as dificuldades do passado e as facilidades do presente.
Conclui que entre finais do século passado e princípio do presente, registou-se, por obra e graça do génio do homem, um avanço tecnológico sem comparação, que veio encurtar distâncias no plano comunicativo e suavizar o trabalho de quem tem na arte de escrita o seu "ganha-pão".
Como profissional, já com longos anos de estrada, e com muitas andanças pelo mundo, ao exercício da profissão, noto e sinto os benefícios das TICs. Ainda sou da geração do telex, um instrumento que muitos jornalistas da nova geração não devem conhecer e, se calhar, nem nunca ouviram falar, mas que durante épocas foi de grande serventia jornalística.
É lógico que quando atingi a maturidade profissional, e passei a voar para o mundo, já estava em desuso. Mas quando, em 1987, cheguei ao Jornal de Angola, pedinchar uma oportunidade, ainda estava aí, postado no canto direito da Reacção, para quem entra, o "senhor" telex, hoje transformado em peça museu. . As peripécias vividas no CAN'96 na África do Sul, repetidas no Burkina Faso, onde até as fotos era por via DHL que chegavam a Luanda, hoje já não se colocam. Andamos com a Internet à mão e comunicamos em tempo real.

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