Opinião

O governador e o outro

Luciano Rocha

O governador provincial esteve recentemente no Rangel, para, em reunião formal, ouvir os moradores dizerem-lhe o que o cidadão comum sabe, que aquela é, porventura, a zona da capital mais afectada pelo paludismo.

O paludismo, apesar de ser doença evitável e com cura, continua a matar. Porque quem tem a obrigação de lhe impedir as origens, ignora as consequências. Por desleixo criminoso. Pelos vistos, o novo governador não sabia a causa do drama que enluta tantas famílias: falta de higiene pública. Na qual se incluem as águas estagnadas das “aguas da chuva”. E a que se pode dever esse desconhecimento? À sonegação de informações por parte de quem o devia ter alertado para os perigos e não o fez. 

Mas, pronto, o governador-ao menos isso - foi ouvir os moradores do Rangel dizerem-lhe o que o luandense comum sabe.
O governador foi ao Rangel. Deu a cara. Por ele, pelos antecessores e muitos dos que o rodeiam. Que é coisa que nem todos fazem. Como, o autor da ideia de começar a resolver o problema do tráfego rodoviário da província pela Rua Rainha Jinga, na capital.
Sem critério, nem aviso atempado. A única coisa que se sabe dele é tratar-se de militante fervoroso do “quero, posso e mando”. Que pensávamos já em desuso. Por isso, o luandense, já lhe chama “o fantasma medroso”.

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