Opinião

O mundo vê Angola melhor

Eduardo Magalhães |*

Quando foi divulgado, no início deste ano, que Angola havia subido 19 posições no ranking de combate à corrupção elaborado pela ONG Transparência Internacional (TI), esta boa notícia ficou um pouco sufocada exactamente pelas notícias sobre as acções de combate à corrupção e impunidade lideradas pela actual Executivo.

O ineditismo desta acção despertou grande interesse entre os angolanos e fora do país. No entanto, devemos reconhecer que nunca é demais sublinhar que a construção de uma melhor reputação e imagem de Angola tem sido feita num ritmo seguro, capaz de permitir que sejam perspectivados resultados animadores em relação aos investidores estrangeiros.
Naquele mesmo momento em que revelações extraordinárias sobre a teia da corrupção eram publicadas em toda a imprensa à escala planetária, ninguém menos do que uma das autoridades políticas mais influentes da União Europeia visitava o nosso país, a chefe do Governo alemão, Angela Merkel. “Seremos um bom parceiro para Angola e juntos vamos atingir um novo capítulo da nossa cooperação”, foi a afirmação feita pela alemã.
É de bom tom valorizar que Angela Merkel elogiou as reformas em curso no país, revelando que estas reformas “tornam Angola mais interessante para a cooperação bilateral”. Merkel anunciou que o seu país está disposto a fortalecer a cooperação em aspectos concretos no domínio jurídico, bem como uma ampliação na cooperação económica com acordos que façam com que um país com as dimensões territoriais como Angola avance”, concluiu.
Muito mais do que simples promessas ou palavras ao vento, na mesma visita Angela Merkel admitiu a possibilidade de instalação de uma academia de digitalização e energia e anunciou que Angola poderá vir a ser o 13º país a integrar o Pacto com África, criado sob iniciativa do G20. Isto só é possível graças ao empenho da actual governação para a construção de uma Angola melhor.
Na mesma linha de reconhecimento dos esforços de Angola, recentemente o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, elogiou as acções encabeçadas pelo Presidente angolano, João Lourenço, para tornar a corrupção "um fantasma do passado", considerando que se trata de um problema que travou o potencial do país "durante demasiado tempo”.
Nas palavras do próprio Pompeo a visita a Angola surge num "momento-chave" na História do país. Para além disso, fez referências encorajadoras ao "excelente trabalho" que o Presidente angolano tem feito. O chefe da diplomacia dos EUA, num sinal inequívoco de apoio ao novo rumo de Angola, afirmou que “João Lourenço aumentou a transparência, obrigou as instituições financeiras a limpar os seus balanços e tomou medidas contra os maus actores”.
“Estou optimista de que conseguirá libertar Angola da corrupção", afirmou Pompeo, lembrando que as reformas introduzidas pelo sucessor de José Eduardo dos Santos permitiram a Angola "relacionar-se com os países democráticos de uma forma que não era possível até há alguns anos". "É por isso que aqui estou", afirmou o chefe da diplomacia dos EUA, num sinal inequívoco de apoio ao novo rumo de Angola, que vê no futuro como uma nação "soberana, próspera e pacífica”.
Estamos a citar, apenas a título de exemplo, dois actores políticos de países considerados potências mundiais. São palavras de reconhecimento que constituem verdadeiros catalisadores desta construção da imagem reputacional de Angola já em curso. É a partir de resultados concretos que novas parcerias e negócios estão a ser anunciados com Angola e estes países, o que consolida a política de atracção de investidores estrangeiros do Executivo angolano.
Em síntese, Angola está a se mostrar capaz de ter mecanismos legais e democráticos suficientes para o combate do mal da corrupção sem, contudo, descurar aspectos importantes do desenvolvimento e diversificação da economia, para a criação de postos de trabalho e atingindo as metas de desenvolvimento expectáveis por todos nós.
* Director Nacional de Comunicação Institucional. A sua opinião não engaja o MCS

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