Opinião

O simbolismo das condecorações e os novos desafios

Eduardo Magalhães |*

Com a cerimónia solene realizada no salão nobre do Palácio da Cidade Alta, em que o Presidente da República, João Lourenço, condecorou mais de 85 personalidades e instituições que se destacaram nos ramos das artes, cultura, ciência, empreendedorismo, desporto e activismo social, percebemos que a democracia está a respirar novos ares no nosso país.

O reconhecimento e a distinção presidencial, que assinalaram o 44º aniversário da Independência Nacional, que se comemorou ontem, 11 de Novembro, foi uma oportunidade também para que os esforços da actual governação em prol da democracia e no combate à corrupção fossem ressaltados e valorizados.
O Presidente João Lourenço fez questão de explicar também os novos tempos vividos no país, onde novas frentes estão a ser abertas com o objectivo de aumentar exponencialmente a produção nacional e o desenvolvimento económico e social do país.
Ao homenagear os feitos registados nas vertentes da cultura e das artes, dos desportos e da ciência, a condecoração também foi atribuída a cidadãos que deram o exemplo e através do empreendedorismo estão a contribuir nos esforços do actual Executivo para o aumento da produção nacional, redução das importações e criação de postos de trabalho.
Nas palavras do próprio Presidente da República, “a frente de luta hoje é a frente da produção, da economia, a frente do desenvolvimento económico e social. São os que se destacam nesta nova frente de luta, na iniciativa privada, criando micro, pequenas e médias empresas, que devemos acarinhar, apoiar, promover e enaltecer”.
O tema de maior relevância nas palavras do Presidente pareceu mesmo ser o empreendedorismo. Prova disso é que houve uma menção de destaque aos que, no seu entender, “arregaçam as mangas e vão à luta pelo pão para as suas famílias, sem dependerem necessariamente de um patrão”.
O empenho de alguns angolanos no combate à corrupção, longe da fulanização, foi um estímulo para que todos os cidadãos assumam o papel de escrutinadores das leis e das políticas públicas. Certamente, muitos outros activistas que estavam a desanimar, agora percebem que há um reconhecimento da pátria ao seu contributo.
A condecoração, realizada por ocasião das comemorações do Dia da Independência Nacional, é outorgada a cidadãos nacionais e estrangeiros que, ao longo das suas vidas, se destacaram dos demais nas vertentes de relevância da vida nacional. Factor que acaba por contribuir no engrandecimento do país.
Que os condecorados sigam a ser referências para outros cidadãos, para se tornarem pessoas da história do seu tempo, pois a nossa independência é um processo contínuo que se renova na medida em que novos desafios demandam engenho, criatividade e patriotismo. Um país é construído pelo conjunto de esforços e todos, angolanos ou estrangeiros, que incorporam esta filosofia, estão a construir e a consolidar a nossa independência.

*Director Nacional de Comunicação Institucional. A sua opinião não engaja o MCS.

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