Opinião

Regresso do sinaleiro

Na Luanda colonial havia semáforos, mas, também, polícias sinaleiros em algumas das áreas mais movimentadas, embora o trânsito rodoviário e pedonal não fosse nada que se compare ao de agora.


Para os mais novos terem uma ideia de como a cidade era pequena, em população e tamanho, os que trabalhavam - e eram muitos - nos Correios, Porto ou Fazenda, que funcionava, onde está agora o Ministério das Finanças, e moravam, por exemplo, na Cuca, Terra Nova, onde quer que fosse, tinham tempo de almoçar em casa, regressar a tempo ao serviço e, antes de entrar, “pôr a conversa em dia”.
A cidade era pequena, o tráfico automóvel e de peões era muito menor, é verdade, mas os transportes públicos, quiçá por isso, eram eficientes, o que não significa que não houvesse engarrafamentos, “combatidos” pelo civismo de quem conduzia, andava a pé, a maioria, bem como dos semáforos, que funcionavam, mesmo, sem interrupções, e polícias sinaleiros que trabalhavam em cima de peanhas, devidamente assinaladas, o que lhes permitia ter uma visão abrangente do trânsito, que é coisa que os sinais luminosos, apesar de todos os avanços tecnológicos, ainda não conseguem.
A ideia de fazer regressar o polícia sinaleiro a Luanda, talvez seja de ponderar. Além das vantagens mencionadas, era uma forma de pôr a trabalhar aqueles reguladores de trânsito que são tudo menos isso, pondo em causa o bom nome dos que exercem a preceito as tarefas que lhes estão destinadas. Ainda por cima, afastava-os do aroma gasosa e incentivo à infracção. Em cima da peanha deixavam de ter tanto espaço de manobra.

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