Opinião

Restauração da treta

Luciano Rocha

O estado da restauração na Baixa luandense - é do conhecimento geral, pelo que já foi, por mais do que uma vez, tema neste espaço - vai de mal a pior em todos os aspectos que a compõem.

A catadupa de feriados, ligações entre eles, mais todas as formas imaginárias de os prolongar, como sucedeu recentemente, tornam, em certas alturas, aquela zona da capital ainda mais árida, suja, feia e triste, pelo abandono a que está constantemente votada, acentuando o estado lastimoso das casas de “comes e bebes” - na maioria, arremedos - ali instaladas e a postura de quem está à frente delas.
A situação não é nova, principalmente nesta altura do ano, em que as datas comemorativas são mais do que muitas, o que não impede a reflexão sobre as causas que podem levar alguém a querer ser empresário, seja de que sector, mas... com horário de amanuense. E sem responsabilidades de maior. À primeira vista, sem precisar de puxar os cordões à imaginação, não é difícil concluir que não precisa de dinheiro, pelo que a venda de “secos e molhados” é para entreter ou tem outro modo de vida e não viu maneira melhor de ocupar os tempos livres. Sejam quais forem os motivos, a verdade é que a Baixa da capital do país, até neste aspecto, padece de mangonha.

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