Opinião

Restauração na Baixa

Luciano Rocha

A restauração da Baixa luandense é, o que a maioria de nós sabe, no mínimo, um deserto de ideias,  a afinar, salvo honrosas excepções, pelo diapasão de todos os sectores da província.

Luanda, recorde-se aos que se esqueceram, informe-se quem não sabe, é a capital do país, pelo que, quanto mais não fosse por isso, devia merecer, pelo menos, o desvelo que qualquer aldeia, vila, lugarejo, merece de quem a habita.
A verdade é que ela é um amontoado de desordem e egoísmo. Local ideal para ganhar dinheiro, a qualquer preço.
Os portugueses são, indesmentivelmente, tidos como exemplos a seguir, na cozinha e no negócio que a sustenta. No país deles e noutras paragens. Facto é que, na Baixa de Luanda, são “ave rara”. Eles e os similares, os nacionais que apenas imitam o que não devem.
A maioria dos restaurantes e quejandos da Baixa da capital anda ao sabor dos ventos dos imitadores de empresários. Abrem e fecham os estabelecimentos à hora que querem, fecham-no aos fins-de-semana. E encerram para férias nas alturas de maior negócio! Como são os casos do Natal e passagens de ano.
O que avoluma as suspeitas sobre as razões que os levaram a  vir e permanecerem em Angola. Não se trata de xenofobia. Precisamos de investidores, mas verdadeiros, não de simulacros. Estrangeiros e nacionais.

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