Opinião

Rua de má sina

Luciano Rocha

A Rua da Alfândega, na Baixa luandense, famosa pelos piores motivos, entre os quais a boca de esgoto, recentemente tapada, que esteve mais de uma década aberta sem qualquer resguardo, continua entregue ao desmazelo.

O estado da artéria foi, nos últimos meses do ano passado, melhorado, designadamente o piso, que recebeu asfalto novo, acabando, pelo menos  para já, com os buracos, autênticos alçapões para automobilistas e peões.
Os passeios também foram retocados, embora parte significativa de um deles, tivesse sido arranjado por um dos comerciantes da zona que, farto das queixas dos clientes, resolveu fazer ele próprio a obra, cobrindo-o de cimento. Não sei se foi a melhor solução, mas os esforços do Governo Provincial  e do pacato negociante, juntos, auguravam nova imagem para a artéria, sem a anarquia das bancas de kinguilas e de todas as outras vendas ilegais.  Quem assim pensou, esqueceu-se que estava em Luanda, onde já nada deve surpreender e quase tudo é permitido perante a passividade das autoridades.
Os passeios voltaram a ser ocupados pelos vendedores ilegais de tudo e mais alguma coisa, com os peões a terem de circular  pela via destinada aos carros.  Para desespero, natural, de quem os conduz. Qual “Operação Resgate”, qual, “Operação Transparência qual quê”?

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