Opinião

Sabem o que fazem

Luciano Rocha

Luanda tem rédeas demasiado grandes e macias para mãos tão minúsculas desajeitadas como as daqueles a quem, a nível distrital, municipal, provincial, foi entregue a responsabilidade de zelar por ela e pouco mais fazem  do que nada.

A província, no seu todo, é um avolumar de incongruências, com as quais os que a habitam são obrigados a conviver no dia-a-dia.  Numa caminhada penosa, sem ninguém os acudir, tal Cristo a caminho do calvário, nem terem pedido o céu. Nem é isso que querem. Bastava-lhes que lhes dessem o respeito que merecem nesta terra, onde podia ser tão bom para viver.
A  Bíblia, que é a História dos cristãos, recheada de ensinamentos - mesmo para os que não professam qualquer religião - e de contos bonitos, refere que Cristo, à hora da morte, pediu ao Pai dele que perdoasse aos carrascos por não saberem o que faziam.  O tanas, é que não sabiam. Não vou nesse de pedir desculpa para quem trata tão mal Luanda e os luandenses. Aliás, prefiro o outro “filho de Deus emanado”, o que berridou os vendilhões do templo à chibatada, sem dó, nem piedade. Por isso, imploro fervorosamente  a todos os deuses das profundezas da terra, dos mares, dos ventos, das florestas, dos desertos: “não os perdoeis, castigai-os, que eles sabem bem o que fazem, ‘chicote’ neles”.

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