Opinião

Servir melhor Angola e os angolanos

O Presidente da República, João Lourenço, foi ontem à reunião plenária da Assembleia Nacional para emitir uma mensagem de apresentação da proposta de Orçamento Geral do Estado para 2018.

O Titular do Poder Executivo, ao marcar presença na Casa das Leis, para ele próprio submeter ao Parlamento a proposta de OGE, abre um precedente que surpreendeu e agradou a muita gente, que entendeu que este gesto de João Lourenço visou mostrar que o Presidente da República quis valorizar um importante instrumento de governação, o OGE, que este ano está a ser discutido num contexto em que se pretende fazer grandes esforços para se sair da crise económica e financeira.
O Estado angolano tem de satisfazer necessidades colectivas, e estas não são poucas, sobretudo agora em que é necessário combater a pobreza para se assegurarem rendimentos suficientes às famílias mais carenciadas, para que estas possam resolver problemas básicos.
O país real mostra-nos que são enormes os problemas que os governantes têm de enfrentar. Todos sabemos que o país não anda bem financeira e economicamente, por razões conhecidas. Quando há muitos problemas por resolver é preciso fazer opções, de modo a proteger essencialmente as camadas mais vulneráveis da população.
O Presidente João Lourenço indicou que a estratégia do Executivo contida na proposta de OGE de 2018 contempla um programa de desenvolvimento local e combate à pobreza, estando previstas medidas de afectação directa de rendimentos às famílias mais vulneráveis.
Há por parte do Executivo uma grande preocupação em assegurar que as famílias de baixa renda tenham capacidade para adquirir bens de primeira necessidade, prevendo-se a redução das taxas aduaneiras que incidem sobre esta categoria de bens.
As pessoas já se aperceberam que o actual Executivo está com vontade de corrigir muita coisa que está mal, mas é necessário e justo que se diga claramente aos cidadãos como essas correcções vão ser feitas. Os angolanos vão estar inevitavelmente atentos aos passos que o Governo vai dar no sentido de melhorar as suas vidas. Há uma grande esperança de que os actuais governantes vão trabalhar para que se reduzam consideravelmente as desigualdades sociais e as injustiças.
É verdade que o actual Governo estará perante dilemas, pelo que lhe vai ser difícil fazer certas opções. Mas governar é fazer opções, mesmo aquelas que transitoriamente sejam dolorosas. O que as pessoas precisam de perceber é que os governantes estão empenhados em acabar situações que levaram muitos milhares de angolanos à pobreza extrema.
O povo angolano é generoso e vai compreender que há problemas que não podem ser resolvidos rapidamente. Os cidadãos, não é demais repetir, depositam grande esperança no actual Executivo, que tem dado sinais de que está disposto a trilhar por caminhos que nos conduzam a uma vida digna para todos.
Ser governante implica assumir uma postura voltada para a defesa dos interesses dos cidadãos, que querem acreditar que os que nos governam estão comprometidos com a promoção do nosso bem comum.
O Presidente João Lourenço, na sua mensagem proferida ontem na Assembleia Nacional, foi claro quanto à atitude que o poder político deve ter perante o país: "Actuemos com honestidade e probidade em prol da defesa do bem comum e do interesse nacional (...)".
Os poderes executivo e legislativo têm grandes responsabilidades neste processo difícil de superação da crise económica e financeira, e, como afirmou o Presidente João Lourenço, "estão obrigados a trabalhar para um fim comum, o de melhor servir Angola e os angolanos."

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia