Opinião

Tempo de transgredir

Luciano Rocha

Afinal, o recrudescimento dos desafiadores da lei nas ruas de Luanda, após fugaz ameaça que lhes foi feita nos primeiros dias da “Operação Resgate”, tem explicação: deveu-se ao período de férias dado pela Polícia Nacional.

A revelação foi feita, na terça-feira, na abertura do Conselho Nacional da Polícia, pelo comandante-geral da corporação. Confesso - devo isso aos leitores - que estava enganado sempre que escrevi, convicto, que já nada em Luanda me surpreendia. En-quanto me lembrar da declaração de Paulo de Almeida, prometo, não volto a cair no erro.  Devo-lhe isso, o ter acabado com o que me restava da esperança de ainda haver iniciativas que dotassem Luanda de organização.
Porquê? Porque não entendo, ninguém no uso pleno das faculdades de um ser humano, mesmo luandense, consegue en-tender, que o crescimento da balbúrdia na capital do país, e na província que lhe dá o nome, se deveu ao “período de férias”dado pela Polícia  durante as festas de Natal e Ano Novo. A fazer fé nas palavras do comissário-geral, a “Operação Resgate” regressa em breve. Mas, e quando for altura de comemorar Carnaval, Páscoa, Fundação da Cidade, Senhoras do Cabo, Conceição, Nazaré, Independência Nacional, de todas as datas que o calendário assinala? Os crimes contra a saúde pública e a economia angolana voltam a ter rédea solta?  

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