Opinião

Um bom exemplo em prisão brasileira

Pau Ramírez | EFE

Considerado durante anos como a pior penitenciária do Brasil, o Presídio Central de Porto Alegre, o maior da América Latina num único complexo, quer tornar-se um exemplo na recuperação de detidos através de iniciativas simples como, por exemplo, a educação.

Construído em 1959 com uma capacidade inicial para 700 presos e ampliado posteriormente para receber 1.700, o presídio sofre hoje o mesmo problema da maioria das prisões brasileiras: a superlotação e a insalubridade das instalações.
A prisão é controlada desde Julho de 1995 pela Brigada Militar, chamada pelo governo estadual para restaurar a ordem após uma série de violentas rebeliões, motins e fugas entre 1994 e 1995 que, juntamente com as suas péssimas condições, transformaram-na na pior prisão do Brasil.
O actual responsável pelo Presídio Central admite que apenas “controla” metade dos presos, distribuídos em nove pavilhões, ainda que tente aplicar uma política diferente que a do uso da força e da violência sobre os presos, baseada no diálogo. Parte deste respeito aos presos representa uma renovação da enfermaria e da escola da unidade, sem dúvida melhores que a maioria de postos de saúde e escolas públicas brasileiras, bem como uma pioneira zona destinada aos presos gays e travestis.
Recentemente, o Presídio Central foi premiado pela eficiência no tratamento da tuberculose, ao conseguir reduzir a sua taxa para 0,016 por cento, a menor do país e muito abaixo da média nacional, de 2,3 por cento.
O posto de saúde também inclui dois modernos consultórios odontológicos, com dois dentistas e um auxiliar.
As dependências incluem uma escola, com biblioteca e sala de informática, e estão inscritos 240 alunos. Por cada quatro dias de aula, os presos reduzem em um dia a sua condenação.

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