Opinião

Vassouras caseiras

Luciano Rocha

Nesta Luanda maltratada, repleta de contra-sensos, na qual os laivos de modernidade - a maioria do quais, acentue-se, com contornos do mau gosto característica do novo-riquismo - e o “ultrapassado” se chocam, ainda há coisas que surpreendem.

Nesta Luanda, onde, sem aviso atempado, se aplicam regras, como a de desatar a colocar fitas plásticas a demarcar espaços de estacionamento automóvel, há passadeiras para peões apenas num dos dois sentidos de uma via, com passeio a dividi-la, candeeiros públicos acesos dia e noite e outros sempre apagados, semáforos sem funcionar há que tempos, sinais de trânsito tombados por terra, para citar apenas estes casos, ainda há quem a considere “grande cidade”! 

Esta Luanda maltratada, de “grande cidade” nada tem. E há-de continuar assim. Enquanto os incumbidos de zelar por ela insistirem em pensar pequeno. Como pode alguém, em pelo século XXI, num país que sonha vir a ter satélites, pretender que as ruas sejam limpas com vassouras caseiras e o lixo recolhido com carros de mão sem cobertura. Daqueles usados nas obras de construção civil para transportar areia?
Esta nossa cidade de Luanda merece melhor. E de ter à frente dela quem a ame, de verdade.

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