Opinião

Vazios de domingo

Luciano Rocha

Os centros das capitais, dignas desse nome, mantêm-se movimentadas aos fins-de-semana, principalmente aos domingos, embora com sons e cores diferentes, livres do lufa-lufa dos outros dias, mas sem perderem vida, ao  contrário de Luanda.

A Baixa luandense de segunda a sexta-feira é o pandemónio que se co-nhece, parece mais pe-quena de tão cheia. Dos que trabalham nela e dos que nada fazem, os últimos a tornarem os passeios intransitáveis, tal como os carros que os ocupam à falta de locais para os estacionar.
Aos domingos, a Baixa da capital enche-se de vazios. Do luandense que não a procura por não ter nada que o atraia: restaurantes, bares, esplanadas, jardins, locais para confraternizar, ler o jornal, ficar apenas a ver o tempo passar. Sequer montras para ver. O que resta da cidade dos outros dias são desmazelo, contentores de resíduos sólidos tão sujos como o próprio lixo que recebem, passeios e ruas esburacadas, árvores, candeeiros, semáforos apagados ou derrubados, árvores caídas, águas limpas e pu-trefactas a escorrerem a bel-prazer, restos de obras a dormirem dia e noite por todo o lado.
Luanda merece melhor. A esperança pode ser essa incógnita chamada poder autárquico. Que venha, que pior não pode fazer.

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