Opinião

Cartas do leitor

Empresas de segurança Temos no país muitas empresas de segurança em que trabalham muita gente que tem de garantir a protecção de pessoas e bens em todo o país. Penso, entretanto que é precisou que se preste maior atenção às condições de trabalho dos trabalhadores de segurança. Tenho me apercebido de que há empresas de segurança que dão um mau tratamento aos seus trabalhadores que têm de permanecer nos seus locais de trabalho muitas horas sem refeições adequadas à natureza da sua actividade. Tenho visto, frequentemente guardas a dormir nos seus postos de trabalho, por horas excessivas de trabalho. Muitos dos trabalhadores de segurança contraem doenças várias como a tuberculose, devido às condições péssimas em que têm de trabalhar. Não consigo perceber como é possível empresas de segurança que facturam muito dinheiro não conseguem tratar com dignidade os seus trabalhadores, que têm de proteger vidas humanas e bens valiosos. Os donos dessas empresas não têm família? Tenho conhecimento do caso de uma médica que tinha um guarda de uma empresa de segurança e que rejeitava a comida que era servida à pessoa que protegia a sua casa. O guarda passou a comer a comida que era feita pela médica , pois esta achava que a comida da empresa de segurança não tinha qualidade para ser servida a um ser humano que fica muitas horas de pé no seu posto de trabalho. No nosso país há muita falta de amor ao próximo. Muitas pessoas que hoje têm empresas e se tornaram ricos já foram um dia pobres e passaram por muitas dificuldades, mas são insensíveis ao sofrimento dos outros. Muitos homens e mulheres que trabalham em empresas de segurança suportam as condições péssimas de trabalho porque é difícil no nosso país conseguir-se um emprego. E é por isso talvez que os empregadores de empresas de segurança não se preocupam em dar boas condições de trabalho. Helena Vunge| Vila Alice

A crise e a imaginação

Vivemos uma grave crise económica e financeira. São tempos muitos difíceis estes que estamos a atravessar. Há muitas pessoas que fazem das tripas coração para poderem ter ao menos uma refeição por dia. Há casos de vendedoras ambulantes que só fazem o jantar para as suas famílias depois das vinte horas, porque nem sempre conseguem rendimentos muito cedo. O poder de compra dos salários reduziu substancialmente, o que tem causado muitos transtornos às pessoas. Mas os angolanos têm sabido contornar as consequências da crise, com alguma imaginação, pelo menos para poderem conseguir alimentos, já que o dinheiro já não dá para comprar muita coisa.
Uma das formas de se poder comprar alguma coisa nos armazém é a chamada “sócia”, que consiste em uma pessoa juntar o seu dinheiro ao de outra ou outras pessoas para adquirir por exemplo uma caixa de frango ou de peixe. Não devemos, entretanto, continuar a viver assim. Alguma coisa deve ser feita para que os angolanos possam comprar produtos da cesta básica com o dinheiro do salário. Já agora, gostava de pedir às autoridades para que nos dissessem como será o ano de 2020. Será melhor? Será pior? Os cidadãos têm direito a saber quê sacrifícios, se for caso disso, terão de consentir novamente.
Herculano Pedro| Bairro Prenda

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